A
peninsular capital da Bahia é hoje a terceira cidade do país , com 2,3 milhões de
perenes foliões sob o clima tropical. O sol constante é a fonte de energia do povo mais
festeiro do Brasil, que emana sua singular cultura afro-baiana manifestada nos ritmos ,
festas populares, capoeira e culinária.
À entrada da Baía de Todos os Santos, Salvador foi edificada em dois níveis : Cidade
Baixa, uma faixa de planície litorânea; e a Cidade Alta , sobre um planalto
aproximadamente 70m acima do nível do mar. Salvador, em toda sua expressão, não caberia
em uma cidade só. Ladeiras íngremes, modernas rampas, planos inclinados e o elevador
Lacerda ( que data de 1873) ligam os dois "pavimentos". Os 50km de praias,
também elo das cidades, começa nas areias da praia do Flamengo, seguindo por Stella
Maris e passa uma tarde em Itapoã. Chegar à Barra exige a passagem em Jaguaribe, Jardim
de Alah, Rio Vermelho e Ondina, outras praias destacáveis de Salvador. Na cidade baixa ,
Cantagalo, Roma, Boa Viagem e Ribeira. Itacaranha, São Tomé de Paripe e Inema, na zona
suburbana de Salvador, encerram a maré alta de encantos.
O maior patrimônio arquitetônico barroco da América Latina remete-nos ao tempo em que
Salvador era a capital do Brasil Colônia. Só no centro histórico são quase 500, entre
igrejas ( que, acreditam alguns, são 365, uma para cada dia, para cada santo, para Todos
os Santos), palácios, fortalezas e monumentos que testemunham histórias memoráveis
daquela época. O Pelô, como é carinhosamente chamado, abriga um superlativo centro de
cultura e lazer. São galerias de arte, teatros , museus, bares que fazem das suas
caminhadas por suas ruas e becos um degustar contínuo de cultura temperada com dendê.
A culinária é outro forte indício da contribuição negra na cultura, desde os
tradicionais acarajé e abará às muquecas e efós. É o menu que abastece de energia
suficiente para acompanhar o ritmo festivo da Bahia, principalmente durante o carnaval,
maior festa de rua do Brasil. Na Bahia a puxada do trio dura 7 dias, blocos afro, afoxés,
cordões populares, grandes bandas de axé e estrelas da MPB desfilam e cobrem as avenidas
com decibéis de folia.
É esta cultura peculiar o maior motivo de orgulho da cidade, que este ano completa 450
anos. Salve, Salvador! |