| MÚSICAS | |||
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SOCIEDADE ALTERNATIVA Raul Seixas/Paulo Coelho Am C D Am Viva, viva, viva a sociedade alternativa (bis) C G Se eu quero e você quer C G Tomar banho de chapéu C G Ou esperar o Papai Noel C G C Ou discutir Carlos Gardel então vá G Faça o que tu queres C Pois é tudo da lei E Da lei |
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| NOVO AEON Raul Seixas/ Cláudio Roberto/ Marcelo Motta D D5+ O sol da noite agora está nascendo D D7 Alguma coisa está acontecendo G A7 Não dá no rádio nem está Bm Nas bancas de jornais D D5+ Em cada dia ou qualquer lugar D6 Um larga a fábrica D7 O outro sai do lar G A7 E até as mulheres ditas escravas Bm Já não querem servir mais Ao som da flauta Da mãe serpente No pára-inferno De Adão na gente G Dança o bebê A7 Uma dança bem diferente D D5+ O vento voa e varre as velhas ruas D6 D7 Capim silvestre racha as pedras nuas G A7 Encobre asfaltos que guardavam Bm E A7 Histórias terríveis D Já não há mais culpado D5+ nem inocente D6 D7 Cada pessoa ou coisa é diferente G Já que assim, baseado em que A7 Bm Você pune quem não é
você?
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| EU SOU EGOÍSTA Raul Seixas / Marcelo Motta Am Se você acha que tem pouca sorte Se lhe preocupa a doença ou a morte C F Se você sente receio do inferno D G Do fogo eterno E7 F De Deus, do mal Bb Eb Bb Eu sou uma estrela no abismo do espaço Eb O que eu quero Bb É o que eu penso e o que eu faço Eb Onde eu estou não há bicho Ab F papão não não Bb Eb Bb Eu vou sempre avante no nada infinito Eb Bb Flamejando o meu rock, meu grito Eb Ab G Minha espada e a guitarra na mão Am Se o que você quer em sua vida é só paz Muitas doçuras, seu nome em cartaz C F E fica arretado se o açúcar demora D G E você chora, você reza E7 F Você pede, implora Bb Enquanto eu Eb Bb Provo sempre o vinagre e o vinho E7 Bb Eu quero é ter tentação no caminho E7 Ab F Pois o homem é o exercício que faz Bb Eb Bb Eu sei, sei que o mais puro gosto do mel Eb Bb É apenas defeito do fel Eb Ab G E que a guerra é produto da paz Bm Bm7 C F#7 O que eu como a prato pleno Bm Bm C F#7 Bem pode ser o seu veneno Bm Bm B7 E7 Mas como vai você saber sem tentar Am Se você acha o que eu digo fascista Mista, simplista ou anti-socialista C F Eu admito, você tá na pista D Eu sou ista G Eu sou ego D Eu sou ista G Eu sou ego C Bb Eu sou egoísta C Eu sou egoísta Bb Por que não? F Por que não? Bb Por que não? F Por que não? |
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| OURO DE TOLO Raul Seixas A Eu devia estar contente Porque eu tenho um emprego Sou o dito cidadão respeitado Bm E ganho quatro mil cruzeiros por mês Eu devia agradecer ao Senhor E Por ter tido sucesso na vida como artista Eu devia estar feliz Por ter conseguido comprar A Um Corcel setenta e três Eu devia estar alegre, satisfeito Por morar em Ipanema Depois de ter passado fome por dois anos Bm Aqui na cidade maravilhosa Eu devia estar sorrindo e orgulhoso E Por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada A A7 E um tanto quanto perigosa D Eu devia estar contente Por ter conseguido tudo que eu quis Mas confesso abestalhado C#m Que eu estou decepcionado D Porque foi tão fácil conseguir Agora, eu me pergunto, e daí B7 Eu tenho uma porção de coisas grandes E A Pra conquistar eu não posso ficar aí parado
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| MEDO DA CHUVA Raul Seixas/Paulo Coelho E É pena que você pense B7 Que eu sou seu escravo Dizendo que eu sou seu marido E E não posso partir A Como as pedras imóveis na praia G#m C#m Eu fico ao teu lado sem saber B7 Os amores que a vida me trouxe E E7 E eu não pude viver A Eu perdi, o meu medo, o meu medo E O meu medo da chuva A E Pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar A E Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida B7 Vendo as pedras que choram sozinhas E No mesmo lugar Eu não posso entender B7 Tanta gente aceitando a mentira E De que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou A Porque quando eu jurei o meu amor G#m C#m Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei B7 Que ninguém nesse mundo é feliz E Tendo amado uma vez E7 Uma vez Eu perdi... |
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| O MESSIAS INDECISO | |||
| Raul Seixas/ Kika Seixas | |||
| Certa vez houve um homem Comum, como um homem qualquer Jogou pelada descalço cresceu e formou-se em ter fé. |
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| Mas nele havia algo estranho, | ||
| lembrava ter vivido outra vez | ||
| Em outros mundos distantes, | ||
| e assim, acreditando se fez. | ||
| E acreditando em si mesmo | ||
| tornou-se o mais sábio entre os seus, | ||
| e o povo pedindo milagres, | ||
| chamava este homem de Deus, | ||
| Ah! Quantas ilusões nas luzes do arrebol | ||
| Quantos segredos terá? | ||
| E enquanto ele trabalhava | ||
| na sua tarefa escolhida. | ||
| A multidão se aglomerava | ||
| perguntando os segredos da vida | ||
| Ele falou simplesmente: | ||
| Destino é a gente que faz | ||
| Quem faz o destino é a gente, | ||
| na mente de quem for capaz. | ||
| E vendo o povo confuso, | ||
| que terrível cada vez mais lhe seguiam. | ||
| Fugiu para a floresta sozinho, | ||
| para Deus perguntar para onde ia. | ||
| Mas foi sua própria voz que falou, | ||
| seja feita a tua vontade. | ||
| Siga o seu próprio caminho, | ||
| para ser feliz de verdade. | ||
| E aquela voz foi ouvida por sobre morros e vales | ||
| ante ao Messias de fato, | ||
| que jamais quis ser adorado. | ||
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