GP 2000    

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McLAREN CULPA ONDULAÇÕES NA PISTA POR DESCLASSIFICAÇÃO

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O GP Brasil do ano 2000 ficará marcado não só pela decepção da torcida brasileira com o desempenho de Rubinho, mas também e principalmente, pelas falhas organizacionais que colocaram em risco a sua futura realização.

Com o objetivo principal de corrigir os defeitos da pista, alvo de críticas da maioria dos pilotos devido a má qualidade do asfalto e às ondulações, a Prefeitura de São Paulo, nos meses que antecederam a prova, gastou uma fortuna para reformar o autódromo de Interlagos. A Federação Internacional de Automobilismo -FIA- mandou ao Brasil, aproximadamente um mês antes da corrida, uma comissão para avaliar as condições da pista e esta foi aprovada sem maiores ressalvas.

O que se viu porém, no fim de semana da corrida (de 24 à 26 de março), foi um amontoado de erros que colocou mais uma vez em cheque a organização do GP Brasil. No sábado, 25, o treino oficial que definiria o grid de largada teve que ser paralisado por pelo menos três vezes devido a queda de placas de publicidade de um mesmo patrocinador em dois setores da pista. Numa dessas ocasiões, a placa caiu em cima do carro do canadense Jacques Villeneuve, piloto da inglesa BAR, que vinha a mais de 200 Km/h e por pouco não provocou uma tragédia de proporções irreparáveis.

Sports Magazine No fim do mesmo dia, mais uma notícia colocaria em dúvida a segurança da pista de Interlagos. A alemã Sauber, equipe do brasileiro Pedro Paulo Diniz e do finlandês Mika Salo anunciou que não disputaria o GP Brasil, alegando que as ondulações do asfalto tinham sido responsáveis pela quebra da asa dianteira de dois de seus três carros e que seria um risco à integridade física de seus pilotos participar da prova.

No domingo, 26, dia da corrida, nenhum acidente grave ocorreu em Interlagos, mas a Mclaren, que teve o escocês David Coulthard desclassificado por problemas no assoalho do carro, também responsabilizou as ondulações da pista pelos fatos, desculpa que . contudo, não foi aceita pelos membros da FIA, que mantiveram a punição à equipe inglesa.

Após o conturbado fim de semana, a atenção dos brasileiros voltou-se para a sede da FIA, em Paris, na França, onde foram discutidos e avaliados os problemas ocorridos em Interlagos. Havia o risco inclusive do GP Brasil ser retirado do calendário oficial da F-1 por alguns anos, mas para felicidade geral foi aplicada apenas uma multa e um sermão aos organizadores da prova. Fica a esperança para os torcedores que desta vez eles tenham aprendido a lição e que o Brasil, que sempre deu show dentro das pistas, tenha daqui para frente a mesma competência fora delas.

Texto: José Amôedo

 
 
 
 

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