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webcorreio99 DECEPÇÃO BRASILEIRA, FESTA DE SCHUMACHER.
 
A expectativa de todos os brasileiros que estavam em Interlagos naquele 26 de abril era uma só: ver qual seria o desempenho de Rubens Barrichelo e sua Ferrari. Afinal, não era para menos, o público brasileiro, apaixonado por F-1 desde os tempos de Emerson Fittipaldi, estava a 6 anos sem ver um piloto da casa com um carro competitivo, em condições de vencer o GP Brasil.

Rubinho ia largar na quarta posição, atrás das poderosíssimas McLaren e do seu companheiro de equipe M. Schumacher, mas é claro, pensava o público, eles seriam meros coadjuvantes, porque a festa já tinha dono.

Na volta de apresentação, as vozes de mais de 100 mil pessoas, que superlotavam o José Carlos Pace, gritavam um só nome: Rubinho!Os carros se enfileiram. A luz vermelha se acende e depois.... os carros largam para o 29o GP Brasil de Fórmula 1. 

O começo é animador para a torcida. Rubinho ultrapassa D. Coulthard duas vezes, parte para cima de Hakkinen, que largou na pole mas foi ultrapassado por M. Schumaher. Após algumas voltas, o atual campeão mundial é batido e Barrichelo assume a segunda colocação. A galera vai ao delírio, tanto no autódromo, quando em casa. Quem assistia pela Globo, além de vibrar, se deliciava com o ufanismo exagerado e os gritos frenéticos de Galvão Bueno: "Vai Rubinhooooo!". Mas quem estava ligado na TV viu também, além das já tradicionais trapalhadas de Reginaldo Leme, um excelente desenpenho de Pedro Paulo Diniz, infelizmente, como comentarista, devido à problemas no seu carro, o brasileiro não pôde correr.

Mas vamos voltar à pista. A estratégia da Ferrari era largar com pouco combustível, afim de que o carro ficasse mais leve, ultrapassar as McLaren nas primeiras voltas, abrir vantagem e ganhar a corrida nos boxes. A tática deu certo para M. Schumacher, que consegui ultrapassar Hakkinen na primeira volta. Já Rubinho,que só conseguiu ultrapassar o atual campeão do mundo na volta 14, assumiu a ponta quando Schumacher fez o pit-stop: delírio total do público! Mas após fazer seu pit-stop, Barrichello pára na volta número 26, com problemas no motor: " Vinha competindo bem. Numa corrida como essa, tudo pode acontecer. Agradeço à torcida pela força. O começo do GP provou que eles podem continuar a acreditar em mim, pois estou em condições de competir com qualquer carro .", desabafou Rubinho após o abandono.

Aí, enquanto uns lamentavam, outros, alguns poucos, se lembraram que havia outro brasileiro na pista, além dos fiscais: Ricardo Zonta.O piloto da BAR largou na oitava colocação, o melhor grid da sua carreira. Conseguiu segurar os adversários por algumas voltas. Com o tanque de gasolina muito cheio, perdeu posições, retomando o oitavo lugar somente na 28ª volta. Foi quando a roda dianteira do carro teve uma vibração e obrigou Zonta a adiantar seu pitstop. Logo após voltar à pista, teve problemas com a caixa de marcha. Mas, mesmo assim, conseguiu terminar a prova, superando o baixo rendimento do carro."O carro até que foi bem na largada. Tive depois problemas na roda e na primeira marcha, que me fez perder tempo. Mas pelo menos completei a prova ", afirmou Zonta.

Como nem Zonta, nem Hakkinem, que quebrou na volta 29, puderam lhe tirar o sossego, o alemão, arrogante, feio, antipático, chato, mas espetacular, Michael Schumacher, partiu tranquilo para a sua 36a vitória em 129 GPs na categoria. D. Coulthard ficou com um "pseudo" segundo lugar, já que foi desclassificado após a corrida quando foram detectadas falhas no assoalho de sua McLaren. Com isto a classificação final foi a seguinte: Giancarlo Fisichella, da Benetton, em segundo, seguido do alemão Heinz-Harald Frentzen e do italiano Jarno Trulli, ambos da Jordan, o alemão Ralf Schumacher, da Williams e o inglês Jenson Button, também da Williams, que marcou seu primeiro ponto na categoria.
 

Texto: Darino Sena

 
 
 
 

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