início

O que são drogas?

Outros empregos

Depoimentos

            "Foi o estopim de tudo, mas pra mim foi quando tudo realmente começou. Eu me lembro que era uma sexta de tarde e eu e meu pai fomos comprar refrigerante na rua de trás. Quando voltamos tava a vizinhança toda na porta e um barulho enorme lá em casa. Era meu irmão, que havia misturado cocaína com bebida alcoólica e estava apontando um facão pra empregada, já tinha jogado o cachorro na parede e quase estrangulado minha irmã. Meu pai pegou o revólver e desarmou ele. Ligou pra mãe dele e disse que ele tava voltando pra casa dela( ele já tinha enfiado uma faca no estômago do irmão). Meu pai expulsou o Cassiano de casa e desde 1993 eu nunca mais vi meu irmão. Ás vezes me dá uma agonia, vontade de saber se ele tá bem, mas não quero dar espaço pra ele voltar. Minha relação com as drogas hoje em dia é assim: eu não uso, nem as permitidas, não tenho um pingo de preconceito em relação aos maconheiros, vários são meus amigos e são gente boa, mas tenho medo dos outros. Só quem viu de perto como eu sabe que poder de transformação nas pessoas tem essa coisa."

Ângela Mendes, 18 anos

 

 

       "Eu comecei a usar drogas aos vinte anos, pra ver que onda era essa. No começo fumava maconha de vez em quando, com o tempo só conseguia dormir quando fumava. Três anos depois eu entrei pra política e foi daí que eu comecei a usar cocaína. A cocaína ao contrário da maconha que deixa você relaxado, nunca deixa você normal, se você tiver alegre fica mais, e a mesma coisa se tiver triste; a pessoa saí de si. Depois das eleições eu cai de vez na cocaína, juntou as decepções, a derrota e mais outros problemas...eu não agüentei. Eu cheguei a um estado que em agosto do ano eu quase me matei de propósito. Fiquei internado numa clínica e me livrei da cocaína. Na verdade eu nunca curti muito, ela deixa você anti-social e agressivo(e naturalmente eu já sou) e ainda por cima faz broxar. Da maconha eu me livrei em março.

       Eu sou a favor da legalização da maconha, porque ia diminuir a violência e ela como tranqüilizante faz menos mal do que os remédios. Mas por outro sou contra porque ia facilitar muito o consumo de outras drogas."

Alan Freitas,27 anos

retornar

Centros de Reabilitação


Copyright©1999.2 - COM024/Facom /UFBA
Davi Lemos e Juliana Lopes de Brito