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A DANÇA NO FINAL DO SÉCULO
Suzanne Carbonneau |
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| A admirável reputação adquirida pela dança nos Estados Unidos
neste formativo século XX é o resultado do trabalho de gigantes em várias disciplinas. |
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| George Balanchine, Agnes de Mille, Antony Tudor e Jerome
Robbins foram os pioneiros do balé americano. Martha Graham, Doris Humphrey, Katherine
Dunham, Merce Cunningham e Alvin Ailey abriram caminhos nunca antes imaginados na dança
moderna. A arte do sapateado, exclusiva do Novo Mundo, teve como seus mestres Bill
"Bojangles" Robinson, John Bubbles, os irmãos Nicholas, Jimmy Slyde, e Gregory
Hines. No que diz respeito ao teatro musical e à coreografia vocal, devemos muito a Fred
Astaire, Gene Kelly, Michael Kidd, Bob Fosse e Cholly Atkins. E artistas como Twyla Tharp
têm trabalhado em uma variedade de gêneros da dança. |
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| Existem também os colaboradores, em grande parte
anônimos, que trouxeram ao mundo danças de salão como o Charleston, o Lindy Hop e a
"break dance", que acabaram virando moda no mundo inteiro. |
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| A primeira geração de mestres da dança já se foi, e a
segunda já está envelhecendo. Mesmo assim, com o surgimento de um contingente mais novo,
em uma época na qual há um declínio significativo nas vitais subvenções do governo
dos Estados Unidos, a dança no país continua a inovar, com obras de alta qualidade. E,
de maneira significativa, novas formas estão evoluindo enquanto a dança mantém a sua
presença na globalização geral da cultura. |
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O Moderno se torna clássico |
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A dança moderna nos Estados Unidos,
uma forma estabelecida durante a maior parte deste século, adquiriu o status de
clássica. No entanto, ela continua a gerar novas raízes. Companhias que ostentam o nome
e as insígnias coreográficas de pessoas do calibre de Merce Cunningham, Martha Graham e
Alvin Ailey agora estão compartilhando o espaço com indivíduos de estilo aventureiro
como Mark Morris e Bill T. Jones. Mesmo após a morte da geração pioneira, os grupos que
prevalecem na atualidade continuam a honrar aqueles primeiros artistas por meio de uma
devoção à dança que é vista como uma expressão do corpo e da alma individuais, que
apresenta indícios de ideais sociais e políticos, e que usa o vocabulário técnico dos
seus antecessores. Acima de tudo, os artistas atuais honram os pioneiros fazendo o que
eles faziam - rebelando-se contra as preocupações e modos da geração anterior. |
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