Quem tem medo do Padre Marcelo? Para quem acha que não existem motivos para tanto, recomendamos uma olhadinha mais atenta na figura do padreco: as orelhas de abano, os olhos miúdos e o narigão dão ao dito cujo uma cara que assusta. E pensar que em algumas reportagens ressaltaram sua beleza.

Ainda bem que não são mais levadas a sério as teorias lombrosianas (da criminologia), que associavam determinadas características físicas a crimes e psicopatia. Como também não é mais considerada a caracterização da homossexualidade como doença, o que aparentemente o pároco desconhecia ao propalar seus preconceitos. Tudo bem que um padre seja contra determinados estilos de vida, mas daí a associar esse estilo a algo patológico é demais.

Padre Marcelo é contudo um religioso atípico. Ele gosta de brilhar e da atenção da mídia. Dizem até que andou deprimido em decorrência do período (para nós, muitíssimo curto) longe das câmeras e da badalação. A depressão foi convenientemente curada às vésperas do lançamento do novo CD, deixando aliviados os executivos da gravadora do padreco, que apostam em muitas cópias vendidas.

Suas mensagens espirituais são transmitidas através da venda de produtos da sua "grife", que emprega e coloca em boa situação financeira a sua família (ter filho médico, advogado ou funcionário do Banco do Brasil é coisa do passado). Sua música é descartável, dançante e absolutamente pavorosa, atraindo um público que também curte coisas como o "É o Tchan".

Fim de século, tempo de contradições maiores que as do período barroco: os fiéis ao mesmo tempo que erguem as mãos para o céu e glorificam Deus, divertem-se balançando a bundinha ou descendo na boquinha da garrafa. Requebrem ordinários... na aeróbica do Senhor!!!

       
Fonte: www.uol.com.br/shoppingmusic



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