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| Deus, após seis cansativos dias de
trabalho árduo, pôde enfim relaxar no sétimo dia. Aos pobres mortais
sem TV à cabo, não foi concedida essa benção. Estes desprovidos de
sorte podem, se a idéia é pagar todos os pecados, ser castigados em
frente à TV todo o "santo" domingo.
A programação dominical é plenamente preenchida com lixo. Os programas de auditório desse dia consistem basicamente em uma reunião de convidados ARGH!!! comandados por apresentadores absolutamente ARGH!!!, como Faustão, Gugu Liberato e Sílvio Santos. Sendo assim, uma solução plausível de se ver livre de tal penitência é simplesmente desligar a televisão. No entanto, alguns infelizes são condenados ao martírio para satisfazer as vontades de suas vovós ou tias solteironas, que não ficam um domingo sequer sem fruir uma a uma cada pérola proferida pelos ARGH!!! O pior é quando elas ficam cochilando na frente da televisão e ... quando o pobre coitado tenta mudar o canal, saem rápido do estado de torpor e protestam com veemência. A maratona dos programas de auditório começa com o paleolítico "Qual é a Música", regido pelo jurássico Sílvio Santos. Nesse programa, o Sr. Abravanel expressa seu "profundo" conhecimento musical. Ele troca até o nome de seus próprios convidados, confundindo, por exemplo, a duplinha mirim, Sandy e Júnior: o apresentador pensava que Júnior era a menina da dupla. Gugu Liberato é apenas a segunda fase de um suplício que, a esta altura, parece não ter fim. À frente de um programa com um título que só pode ser irônico – o Domingo Legal - Gugu aprendeu bem a incrementar as idiotices habituais com cenas de exibição sexual. Cenas revoltantes, como as do quadro da banheira, no qual a esfregação explícita ideal para tarados assumidos e potenciais. Já Faustão pode ser considerado um dos "monstros sagrados" do universo ARGH!!! Perdoem a utilização de um dos mais do que batidos bordões do balofo. A contribuição panaca de Fausto para o domingo consiste também na imbecilidade dos seus comentários sem graça, acionados quando sobra algum "vazio " entre as "atrações". O manancial de besteiras parece mesmo infinito. |
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