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O processo fisiológico que leva ao ato da violência tem suas
origens no cérebro. Quando o indivíduo recebe um estímulo
externo (seja ele visual, sonoro ou de qualquer outro sentido) que de
alguma forma ameaça-o ou aciona nele uma reação de
alerta, todo o estado do metabolismo se altera, após receber contínuas
mensagens do sistema nervoso. Esse "estado de alerta", acionado
inconscientemente, é um recurso de autodefesa que visa garantir
a sobrevivência do indivíduo numa situação
que exige dele reações mais imediatas:
- Os reflexos se tornam mais ariscos. Os músculos explosivos (de
arrancada, movimentos rápidos) recebem uma corrente de sinapses
que chegam a eles através de um canal privilegiado que se estabelece
nessas horas.
- Aumenta a atividade aeróbia (ou seja, a respiração
se torna mais ofegante).
- Os olhos abrem-se ao máximo, procurando captar todos os detalhes
do campo de visão.
- O músculo cardíaco bombeia sangue num ritmo mais intenso
do que o normal. Esse aumento no ritmo, que pode variar muito (de um estado
de nervosismo até um estado de pânico), visa o abastecimento
de todo o organismo, que nesse momento necessita de mais combustível
- Os músculos, os órgãos e o cérebro, para
conseguirem manter-se em intensa atividade, passam a demandar mais energia
das células. Ocorre então uma grande liberação
de calor, que se dissipa por todo o corpo e termina na transpiração
( o famoso "suar frio").
A sobrevivência é o instinto mais básico
dos seres vivos. É preciso ter claro na mente esse conceito para
entender o porquê de ser tão indispensável para o
indivíduo um mecanismo de autodefesa que lhe permita sobreviver
numa situação extrema, ou seja, que ameace a sua vida.
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