Prêmio Sebrae de Jornalismo reconhece reportagem produzida por estudantes da Facom

Publicado em: 11-09-2025

Por: Jessica Carvalho

A reportagem “As mãos que tecem o fio”, escrita pelos estudantes Marlon Chagas e Vanessa Jesus, foi premiada na 12ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Publicado na Fraude, revista produzida pelo Programa de Educação Tutorial em Comunicação da Facom/UFBA, o conteúdo foi reconhecido na categoria Jornalismo Universitário ao mostrar como artistas baianos estão usando a moda artesanal para criar peças que valorizam as vivências da periferia e geram impacto socioambiental positivo.

O anúncio foi feito em cerimônia realizada na noite da terça-feira (09/09), durante o 2º Encontro Baiano de Comunicadores. Com o segundo lugar na modalidade, o trabalho feito pelos estudantes da Facom destacou-se entre os melhores conteúdos jornalísticos produzidos por universitários na área de empreendedorismo e pequenos negócios. 

Temática social

“Quais histórias são tecidas nas margens de Salvador?”. É essa a pergunta que abre a matéria da 26ª edição da Revista Fraude, publicação que há mais de 20 anos é conhecida por sua abordagem experimental e pelas pautas que exploram, por meio do jornalismo, a cena cultural baiana. Ouvindo artistas baianos e investigando conceitos como modativismo e slow fashiona reportagem “As mãos que tecem o fio” mostra um caminho possível para a moda em grande escala e descomprometida com a realidade social.

Estudante da graduação em Jornalismo e repórter da matéria ganhadora, Vanessa Jesus sente que dar voz a artistas da periferia de Salvador tornou o trabalho motivador. “Toda vez que eu tenho a oportunidade de escrever sobre o meio ambiente e como podemos tornar o mundo mais sustentável, eu me envolvo. Escrever essa matéria me fez entender que o meu trabalho como jornalista possibilita escutar vozes que não costumam ser escutadas”, afirma a estudante. 

A temática social também foi motivadora para Marlon Chagas, graduando de Produção em Comunicação e Cultura. “Além de atuar como produtor, trabalho como ator e modelo e observo de perto esses espaços. Nosso objetivo com a reportagem era, justamente, falar sobre a cena atual da moda em Salvador, que tem sido representada pela sustentabilidade e por movimentos como o slow fashion”, relata Marlon. 


Professora Ivanise Hilbig de Andrade e estudantes Vanessa Jesus e Marlon Chagas em premiação do SEBRAE

Crescimento e reconhecimento

A produção da reportagem envolveu não apenas a troca entre a dupla de repórteres, como a discussão da pauta com os colegas de redação, dentro do Petcom e sob a tutoria da docente Ivanise Hilbig de Andrade. “Na Fraude, temos um processo de construção das reportagens que é muito coletivo”, explica a tutora. “Todas as matérias são lidas e comentadas por todos os integrantes em várias etapas, para aprimorar e deixar o conteúdo cada vez melhor. Então, esse prêmio vem para consagrar o trabalho dos repórteres e também reconhecer todo o coletivo do Petcom. É, de fato, uma forma de enriquecer a formação deles”, descreve Ivanise. 

Esse enriquecimento também é ressaltado por Vanessa. “Meu processo de amadurecimento no jornalismo tem sido muito bom. As disciplinas na faculdade despertam interesse de continuar fazendo jornalismo, ainda mais depois que eu entrei no Petcom e fiz parte da revista Fraude, porque nela eu posso falar sobre assuntos que me interessam”, confirma Vanessa. 

Para a dupla, a premiação deu confiança e abriu as possibilidades. “Nesse dia, eu não apenas ganhei um prêmio, mas adquiri conhecimento. Lá havia jornalistas experientes. Essa integração foi extremamente positiva. Estou muito confiante no meu trabalho e sentindo que todo o esforço valeu a pena, esse é só o começo”, afirma Vanessa. O companheiro de pauta reforça. “Diversas perspectivas se abrem. Sinto-me inspirado a dar continuidade na profissão da comunicação e da cultura. Temos muita coisa a construir e esse prêmio foi um dos degraus”, acredita Marlon.