Por Jessica Carvalho
Por mais um ano, estudantes da Faculdade de Comunicação da UFBA foram vencedores do Prêmio ABAPA de Jornalismo. A premiação aconteceu na última terça-feira, 12/11, e reconheceu os trabalhos desenvolvidos por quatro estudantes faconianos. Em 2024, além da premiação na tradicional modalidade escrita, a Faculdade de Comunicação teve representantes em uma nova modalidade que reconheceu os melhores podcasts desenvolvidos sobre a cotonicultura baiana.
As reportagens de Nathalí Brasileiro Nascimento e Yan Inácio dos Santos receberam o terceiro e o quinto lugar, respectivamente, na modalidade escrita. Já os podcasts elaborados por Jackson de Jesus e Lucas Matutino conquistaram o segundo e o quarto lugar. Nesta edição, 81 estudantes de faculdades baianas concorreram ao prêmio, que, desde 2019, incentiva a cobertura jornalística especializada sobre a cultura do algodão.
Jackson de Jesus, do sétimo semestre de Jornalismo, conta como foi participar da premiação: “Foi uma oportunidade ímpar e é uma experiência incrível. No podcast, falei sobre os subprodutos do algodão que existem em nosso dia a dia e nós não fazemos ideia, como aparelhos de televisão e celulares”, explica o aluno. Na reta final da graduação, Jackson afirma que o prêmio é um reconhecimento de seu potencial como jornalista. “É um misto de emoções. Deixa a gente com a sensação de ‘quero mais’, porque significa que você sabe fazer e está se tornando um profissional de qualidade”, assegura.

Estudante premiado na modalidade Podcast Jackson de Jesus
Lucas Matutino, do oitavo semestre, também escolheu o podcast como formato de sua reportagem. “Fazer tudo por conta própria foi uma experiência intensa, mas que trouxe um crescimento incrível. Enfrentei cada fase da produção com dedicação, e essa jornada me fez amadurecer não só como profissional, mas como pessoa”, acredita Lucas, que abordou, em seu podcast, as transformações tecnológicas na cotonicultura.

Lucas Matutino, ganhador na modalidade Podcast
Com uma matéria que tratou do uso da inteligência artificial na produção de algodão na Bahia, Nathalí Brasileiro afirma que a produção da reportagem foi um desafio. “Nunca tinha escrito sobre agro e ainda precisei me aprofundar em um campo inovador, que é o da Agricultura Digital. Traduzir tudo isso para uma linguagem acessível foi desafiador, mas também extremamente gratificante”, confirma a estudante. “Esse reconhecimento vai além do troféu: representa o valor do esforço e da coragem de sair da zona de conforto. Meu conselho é não ter medo de se aventurar em temas novos, porque é justamente nessas experiências que a gente mais cresce”, pontua Nathalí.

Nathalí Brasileiro, ganhadora na modalidade escrita
Também no formato escrito, o estudante Yan Inácio dos Santos trouxe outro olhar inovador para o tema da cotonicultura. “O diferencial na minha matéria foi o intertítulo falando sobre a pesquisa científica na região e os benefícios que ela pode trazer para a produção do algodão”, explica Yan. “Ganhar o quinto lugar foi um ‘start’ para eu querer participar de outras premiações, quem sabe ganhá-las. É uma grande ajuda ali na sua carreira, um grande começo”, reconhece.

Estudante Yan dos Santos e orientador da reportagem Leonardo Costa
Sobre a experiência fora da sala, todos os estudantes são enfáticos ao destacar a importância da participação em concursos e premiações. “Para quem ainda está na faculdade, digo com convicção que esses momentos são essenciais para a nossa formação. Não subestimem o valor dessas experiências, elas realmente podem abrir portas”, acredita Lucas Matutino. “A gente que faz Jornalismo sabe que, às vezes, somos desestimulados tanto pelo mercado quanto por outras pessoas, de que não vale a pena. Mas a gente segue e acredita na boa comunicação, no bom jornalismo”, completa Jackson.
Além dos quatro estudantes que representaram a Faculdade de Comunicação no Prêmio ABAPA, a graduanda Larissa Almeida também foi vencedora em 2024. Mesmo estando na reta final da graduação, Larissa já disputou na categoria profissional, modalidade impressa, representando o Jornal Correio. Ela foi coautora da reportagem “Por trás do algodão”, assinada em parceria com o jornalista Donaldson Brito dos Santos, também egresso da FACOM.
Na edição de 2023, Larissa já havia conquistado o 1º lugar na modalidade escrita como estudante. Agora, ela compartilha a emoção de ser premiada novamente, desta vez como profissional. “Foi uma grande felicidade ganhar duas edições seguidas do prêmio, ainda que em categorias diferentes. Acredito que vencer como Jovem Talento no ano passado me deu a base necessária para alcançar esta nova conquista”, avalia Larissa.
Desta vez, a jornalista trouxe um olhar mais detalhista para a reportagem: “Quis explorar aspectos que não tinha abordado antes, como o processo de escolha da semente de algodão e o uso dado ao línter. Esse foco, somado à parceria com o talentoso e experiente Donaldson, também cria da Facom, foi essencial para o sucesso deste ano”, destaca Larissa.

Donaldson Gomes (egresso FACOM) e Larissa Almeida (estudante da FACOM)