Coletivos de acadêmicas (os) e do movimento social realizam no dia 15 de março, às 14 horas o “II Encontro Internacional Ciberfeminista: descolonizando a internet”, que acontece durante a 13ª edição do “Fórum Social Mundial (FSM)”. A edição de 2018 do Fórum será realizada de 13 a 17 de março, com a expectativa de reunir 50 mil representantes de movimentos sociais e organizações do mundo inteiro em Salvador, Bahia. Dentre os organizadores do evento estão o Gig@ e o CCDC, grupos de pesquisa da Faculdade de Comunicação da UFBA.
O objetivo é reunir lideranças feministas e de grupos de mulheres nacionais e internacionais que utilizam a internet para a socialização de experiências e proposição de espaços seguros, de autodefesa e de usos críticos dessa ferramenta de comunicação. Um dos temas do Fórum para este ano é “Resistir é Criar, Resistir é Transformar”.
Também participaram da organização do “II Encontro Ciberfeminista Internacional” a Associação Cultural e Artística de Santiago do Iguape, Cachoeira/BA; Blogueiras Negras; PretaLab; InternetLab; Meninas Digitais-Regional Bahia; Escola de App; Intervozes; Barão de Itararé e Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Comunicação e da Informação (PEIC/ECO/UFRJ.
Ativismo seguro
Na programação do Encontro, está prevista uma Roda de Conversa na qual as participantes falarão sobre os seus projetos e ações apontando prioridades para uma internet feminista. Haverá a apresentação da proposta da Rede Ciberfeministas BR na plataforma Noosfero, além do debate sobre a criação da Rede, distribuição de funções de manutenção e arranjos gerais para o seu funcionamento online.
A Rede Ciberfeministas BR parte da compreensão da apropriação da internet como um direito humano e dos ciberfeminismos contemporâneos como o cruzamento de diversas estratégias de comunicação digital amplamente utilizadas pelos movimentos de mulheres. Portanto, pretende-se discutir, capacitar e debater formas de defesa do ativismo feminista (cis e trans) na internet, focando na privacidade e na segurança digital do ponto de vista feminista decolonial.
Esse trabalho coletivo tem o intuito de produzir possibilidades para uma internet inclusiva, feminista e antirracista. E parte da compreensão das brechas digitais de gênero e raça e do combate à violência e discriminação contra as mulheres cis e trans, negras e indígenas na internet. Essas brechas são entendidas como consequência do lugar subalterno das mulheres na tecnologia e se aprofundam pelas condições desenvolvidas pela maioria das aplicações mais populares, como sites de redes sociais e serviços de mensagens, cujos modos de funcionamento são opacos para suas usuárias.
Sobre o I Encontro Internacional Ciberfeminista
O “I Encontro Internacional Ciberfeminista” aconteceu em setembro de 1997, no marco da “Documenta X”, uma das mostras mais importantes de arte contemporânea do mundo, realizada a cada cinco anos em Kassel, na Alemanha. Naquela edição, compareceram VNS Matrix, subRosa, além de outros grupos dos EUA, União Europeia, Austrália e Rússia. Na ocasião, a Old Boys Network (OBN) foi a anfitriã. Esse grupo, liderado por Cornelia Sollfrank, surgiu de INNEN, um coletivo de quatro mulheres artistas que trabalharam formatos eletrônicos e perspectiva de gênero, fundado em Hamburgo, na Alemanha, em 1992.
SERVIÇO
O que: “II Encontro Internacional Ciberfeminista: decolonizando a internet”
Quando: 15 de março de 2018, às 14 horas
Onde: No 13º Fórum Social Mundial, em Salvador-BA
Inscrições para o FSM: https://wsf2018.org/
Inscrições para a atividade: https://wsf2018.org/es/membros/larissantiago/groups/