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Quem fazia televisão na década de
50 ainda não sabia fazer televisão, pelo menos como
se vê os moldes atuais. Para o professor Antonio Brasil, esta
é a mesma situação com que nos deparamos hoje,
quando falamos de webjornalismo ou, mais especificamente, de telejornalismo
digital. Quando discutiu “O futuro dos nossos telejornais”,
o professor ressaltou o caráter híbrido do ambiente
Internet.
Antonio Brasil defende uma revolução
nos padrões de fazer jornalístico quando pensa em
telejornal na web. “Temos que pensar alternativas. Ver o que
não está sendo feito”. Para ele, é necessário
abolir os padrões, como o modelo tradicional do “Jornal
Nacional” da Rede Globo. Além de pensar em novos formatos
para descobrir as possibilidades de um telejornal na web, entende
ser esta ação necessária para realmente diferenciar
o telejornalismo e o telejornalismo digital.
“Por que não fazer uma reunião
de pauta ao vivo? Estas reuniões não deveriam ser
uma caixa preta”, considerou Antonio Brasil. Com este formato,
ele acredita que seria muito mais difícil ocorrer eventos
como a não cobertura do movimento das “Diretas Já!”
pela Rede Globo. Mas ele defende passos além. Referindo-se
também a uma tática de guerrilha para colocar em cheque
a hegemonia das grandes TVs abertas, aposta na multiplicidade de
canais de TV na Internet. “Cada canal só vai ser visto
por quem se interessa”.
“Ao invés de falar mal, fazer um
telejornal”. Este foi o bordão que Antonio Brasil utilizou
para defender sua idéia de telejornalismo na web. Para ele,
os estudantes necessitam de um local para aprender sem medo de errar,
tendo inclusive o direito de errar, mesmo numa transmissão
ao vivo. E o público necessita de novidades. “Com toda
a diversidade, é claro que ao final só vai ficar o
que for bom. Mas, nesse momento, o futuro é impossível
de ser previsto”, colocou.
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