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A professora Tatiana Loureiro contou sua experiência
nos Estados Unidos, onde o ambiente Internet, no que ela classificou
“tática de guerrilha”, vem sendo um instrumento
para trazer pluralidade ao jornalismo. Com essa nova possibilidade
de telejornalismo digital, pode-se noticiar e, até mesmo,
levantar grandes discussões que poderiam culminar, por exemplo,
com grandes protestos contra o Fundo Monetário Internacional
ou contra o Banco Mundial.
E o melhor, disse Tatiana, é que, com uma
câmera digital nas mãos e uma máquina conectada
à rede por onde pudesse enviar as imagens captadas, qualquer
um desses protestos pode ser coberto. Ações geralmente
contrárias aos interesses de grandes corporações
financeiras e de comunicação poderiam ser cobertas.
Para a professora, criou-se uma rede alternativa de TV na Internet.
“E isto veio para contrabalançar os efeitos de controle
da TV pelas grandes redes”.
O problema apontado para que esta “guerrilha”
se transforme numa ação efetiva em favor da pluralidade
é a exclusão digital. “Mesmo nos Estados Unidos
se fala em exclusão digital. A grande audiência dessas
TVs ainda são as universidades e os ativistas de centro-esquerda”,
exemplificou Tatiana. E completou: “Traduzindo isso para a
sociedade brasileira, a gente senta e chora. No Brasil, apenas 6%
da população tem acesso à Internet e apenas
0,3% tem acesso em banda larga, ideal para a transmissão
de imagens e sons”.
Para Tatiana Loureiro, o principal empecilho para
que essa “tática de guerrilha” renda frutos é
a exclusão social. Esse fator é a causa para a falta
de acesso aos bens materiais e à informação
transmitidas pela rede de computadores.
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