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Faculdades de comunicação do país ainda engatinham
no ensino do jornalismo online
Qual seria o ambiente ideal para o desenvolvimento das técnicas
jornalísticas aplicadas às novas tecnologias? A maioria
das faculdades de comunicação brasileiras, onde deveriam
estar sendo pensados e formulados os alicerces do novo método
de fazer jornalístico, ainda não está dando
a devida importância à questão. A falta de desenvolvimento
de habilidades específicas para a área resulta na
formação incompleta do jornalista. Depois de graduado,
o profissional se vê obrigado a aprender apressadamente as
regras impostas por estudos pré-estabelecidos, sendo que
eles próprios poderiam estar fazendo parte desse processo
de análise, experimentando e formulando novos modelos.
A carência de professores que dominem e pesquisem as novas
práticas acompanha a incompreensão da importância
do estudo nas novas técnicas. A demanda pela instalação
de um laboratório exclusivo para esse aprendizado também
pode inviabilizar o projeto. Essas são algumas das causas
apontadas por Elias Machado, professor da Faculdade
de Comunicação da Universidade Federal da Bahia,
para o vácuo instaurado nos programas das faculdades quando
se trata de jornalismo digital. Além disso, segundo Machado,
“o jornalismo online é uma área nova, onde se
está apenas tateando”.
As faculdades
apontadas pelos ranking do Ministério
da Educação e do Guia
do Estudante, estão dando os primeiros passos para a
construção do jornalismo on-line. A maioria ainda
engatinha; algumas não possuem sequer uma disciplina obrigatória
específica para a análise e emprego das novas estruturas.
Essa ausência pode ser interpretada, em boa parte, como falta
de compromisso com a capacitação dos futuros profissionais
que ingressarão num mercado onde o "como fazer"
ainda não foi definido e poderia estar sendo pensado em conjunto
nas próprias instituições de ensino.
O ambiente de experimentação, neste caso, é
extinto pela insuficiência de teoria e/ou prática a
respeito do assunto. A escassez de produtos feitos por estudantes
na área é resultado dessa carência. “Sem
embasameto teórico, o desenvolvimento de uma narrativa multimídia
torna-se impraticável”, constata Machado.
O resultado é a falta de produção experimental
ou, quando esta existe, a cópia de modelos pré-definidos.
Um exemplo pode ser observado na pesquisa
de Vinícius Araújo, estudante da Universidade
Federal da Paraíba, que fornece uma estimativa sobre a participação
dos futuros jornalistas na internet. Araújo encontrou apenas
107 sites ligados a estudantes de jornalismo num universo de 111
faculdades.
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