| Jornais
online brasileiros e portugueses ainda não utilizam todas as
ferramentas disponíveis na Web, segundo o artigo “Mapeamento
de características e tendências no jornalismo online
brasileiro e português”, apresentado no XXV Congresso
Brasileiro de Ciências da Comunicação, ocorrido
em Salvador, de 1 a 5 de setembro de 2002.
O artigo é o resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo
de Pesquisa em Jornalismo Online da FACOM/UFBA, nos períodos
de agosto de 2000 a agosto de 2001 (Brasil) e outubro de 2001 (Portugal).
Foi apresentado pela jornalista e mestranda em Comunicação
Suzana Barbosa e pela estudante de comunicação Beatriz
Ribas.
Para realizar o estudo, foram escolhidas publicações
online de acordo com o critério de edições
diárias com uma versão impressa correspondente, auditadas
pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação, no
Brasil) e pela ACPT (Associação Portuguesa para o
Controlo de Tiragem e Circulação, em Portugal).
A tiragem foi utilizada para estabeler 4 faixas de classificação
dos jornais: até 25.000, entre 25.000 e 50.000, entre 50.000
e 100.000, e mais de 100.001 exemplares.
Analisando os critérios de interatividade,
personalização,
hipertextualidade,
multimidialidade
e memória,
por meio de um “formulário de observação”,
o artigo estudou 44 jornais online brasileiros e sete portugueses.
O trabalho apresentado no Congresso é uma ampliação
do artigo publicado
anteriormente pelo mesmo grupo.
O artigo verifica que os jornais online brasileiros e portugueses
ainda estão na fase entre a transposição do
impresso e a da metáfora. Estão atrelados ao jornalismo
impresso, mas já utilizando alguns recursos. “Ainda
não alcançaram o que se chama de webjornalismo”,
segundo Suzana Barbosa.
Muitos dos recursos disponíveis não são potencialmente
utilizados “Os arquivos de edições anteriores,
por exemplo, são meros depósitos de informações.
Não são usados para compor novas matérias”,
afirma.
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