Com as próprias mãos

Mismana Militão
 
Tudo começou na Baixada Santista (SP). Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Santos, Manoel Fernandes Neto, iniciou participação na imprensa alternativa em 1985, quando implementou projetos comunitários que culminaram na primeira rádio livre da região, a "Rádio Alternativa da Baixada". Daí, atuou em veículos oficiais do interior de São Paulo, foi editor de revistas corporativas nos anos 90 e fundou a MFN Comunicação - consultoria de comunicação corporativa. Em 1999, idealizou e ajudou a fundar a revista Nova-e.inf.br, cujo lema é "Jornalismo e comunicação com as próprias mãos". Nesta entrevista via correio eletrônico, Fernandes Neto mostra como a maior revista do "jol alternativo" aproveita as potencialidades da internet e quais as oportunidades de trabalho que a imprensa não-oficial oferece.

Qual a importância da internet para o desenvolvimento do jornalismo alternativo no Brasil?

Como a revista Novae está inserida neste contexto?

Quais as estratégias desenvolvidas por vocês para o melhor aproveitamento das potencialidades que o meio digital oferece como, por exemplo, a interatividade, a personalização, a multimidialidade, a memória (arquivo) e a hipertextualidade (uso dos links nos textos)?

Como deve ser visto o jornalismo digital para os estudantes de jornalismo que estão ingressando no mercado de trabalho?

Qual é a rotina de vocês? Como é feita a apuração dos dados, quais as fontes requisitadas na elaboração das notícias, como é a atualização dos conteúdo, quantos redatores e colaboradores tem na equipe do site?

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A revista Novae.inf.br nasceu em 5 de outubro de 1999, numa iniciativa de MFN Comunicação. Não tem o aporte de nenhum grupo financeiro, mas um considerável time de colaboradores e parceiros de alguns pontos do planeta. Conta com o newsletter semanal para mais de 4 mil assinantes formadores de opinião, que são o público-alvo. O objetivo é ser “um ponto de debate sobre temas hiperlinkados com a sociedade do conhecimento, cibercultura, inclusão digital, comportamento e ativismo de transformação”. A revista tem versão em espanhol também. O conteúdo é atualizado três vezes por semana – “entre o telegráfico e o profundo, entre as últimas e as completas”.