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O uso profissional da câmera digital no Brasil e no mundo não completou
ainda dez anos. A Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos,
foi um dos primeiros campos de teste das câmeras fotográficas digitais
para profissionais de fotojornalismo. Essa nova tecnologia passou
por um teste rigoroso durante a cobertura da final do campeonato
de futebol americano Super Bowl, que ocorreu na cidade de Tempe,
Arizona (EUA), no dia 28 de janeiro de 1996. Depois destas experimentações,
os repórteres fotográficos e as empresas jornalísticas foram paulatinamente
se incorporando à tecnologia da fotografia digital. Para eles, a
rapidez no envio das fotos aos jornais é um item importante, além
da qualidade final da imagem.
Há dois anos atrás, veículos da chamada grande impressa, como a
revista Veja e o jornal O Estado de São Paulo, adotavam o sistema
híbrido, onde as novas câmeras conviviam com as tradicionais movidas
a filme fotográfico. Ao contrário, o jornal Folha de São Paulo investiu
entre 1998 e 2000 cerca de US$ 2 milhões na digitalização de sua
editoria de fotografia, com a aquisição de câmeras digitais, computadores
portáteis, telefones celulares e softwares para edição e envio das
imagens e em sistemas de armazenamento e recuperação das fotos digitais.
A fotografia tem papel muito importante na Web, segundo Marcello
Oliveira que trata as imagens e as coloca na rede no A Tarde On
line. Ele afirma que a foto contribui para uma melhor edição da
matéria. “Uma das nossas principais preocupações é a perfeita e
mais rápida navegabilidade do site. Portanto, salvamos a foto no
programa Photoshop no formato JPG na opção ´salvar para Web´com
a qualidade ´medium´, e com isso a imagem fica satisfatória sem
comprometer a navegação do site”, explica Marcello de Oliveira.
Para Flávia da Silva, do Correio, o uso da imagem no produto jornalístico
da web destaca a notícia, além de compor visualmente a página. |