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Nas páginas eletrônicas de empresas,
instituições, artistas e até mesmo de veículos
de comunicação, está cada vez mais presente
um aspecto interessante: as chamadas salas de imprensa. Ao entrar
nelas, nota-se que o objetivo principal é tornar mais próximo
o contato da empresa com os jornalistas. Mas, o que contém
estas salas de imprensa, e como podem contribuir para tornar mais
ágil o trabalho jornalístico?
Em visita a estas salas, nota-se que grande parte reúne informações
gerais sobre a instituição ou pessoa em questão,
seja em forma de notas ou clippings. Um aspecto comum a algumas
é o envio de material informativo da empresa, através
de e-mail, mediante cadastro eletrônico dirigido exclusivamente
a jornalistas profissionais. O material disponível (composto
de textos e fotos) é próprio para divulgação
nos meios jornalísticos - o chamado “kit imprensa”.
A exemplo do site CertiSign,
as salas podem trazer um banco de releases divulgados em anos anteriores,
ou dispor uma lista das perguntas mais freqüentes, com notícias
sobre os últimas atividades da personalidade/instituição
em questão. Sugestões de pauta também são
oferecidas, como no site Terceiro
Setor Filantropia.org, sobre atividades das Organizações
Não-Governamentais (ONGs).
Em comparação com os recursos que o meio web pode
oferecer, nota-se que a interatividade com os jornalistas - objetivo
principal dos sites - funciona de maneira precária. Por exemplo,
nestas salas é ausente a possibilidade de serem realizadas
entrevistas coletivas, ou seja, para maiores contatos, são
disponibilizados endereços de e-mail e telefones dos assessores
de imprensa, para que mais perguntas possam ser feitas.
Em uma pesquisa
sobre as salas de imprensa, o jornalista Wilson da Costa Bueno traz
alguns resultados quanto ao funcionamento, mostrando que apenas
5,55% delas conseguem atender à demanda dos jornalistas.
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