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Desde a popularização da internet no Brasil, esta é a
primeira disputa eleitoral no país com ampla cobertura na
rede mundial de computadores. Os sites de notícia brasileiros
só tinham dado atenção diferenciada, com tamanho
uso das potencialidades do webjornalismo, para o "Atentado
de 11 de Setembro" nos EUA e para a última Copa
do Mundo de Futebol. Com o uso da hipertextualidade, interatividade,
memória e multimidialidade para tratar da Corrida Eleitoral
de 2002, quem pode sair ganhando é o eleitor que agora tem
melhores condições de encontrar as informações
necessárias para a escolha do seu voto.
Em uma análise dos principais sites de notícia do
país como UOL,
Último Segundo do IG, Globo
News e o regional A
TARDE on line, percebe-se a oferta de grande variedade de conteúdo.
Ao navegar por eles, o usuário encontra informações
desde as últimas notícias, passando pelo calendário
eleitoral, respostas para as perguntas mais freqüentes, links
para os websites de campanha, do TSE e TREs, dos Partidos e da Legislação,
biografia dos presidenciáveis, altos e baixos nas pesquisas,
opinião de colunistas, até a possibilidade de participar
de enquetes e grupos de discussão.
Dos sites analisados, apenas O "UOL Eleições
2002" apresenta informações sobre as campanhas
nos Estados, fornecendo uma lista dos candidatos ao Governo e ao
Senado. Nem mesmo o ATARDE on line, cuja base é o diário
impresso de maior circulação na Bahia, disponibiliza
dados sobre os candidatos ao Governo e ao Senado.
Apesar desses sites noticiosos terem disponibilizado espaços
diferenciados para tratar da Corrida Eleitoral neste ano, é
fácil perceber que as potencialidades do webjornalismo foram
melhor aproveitadas para a cobertura da Copa do Mundo de Futebol.
Seria necessário, por exemplo, mostrar um pouco mais da história
política do país: disputas eleitorais anteriores,
fluência partidária dos candidatos, a origem dos partidos
políticos ou até mesmo uma lista dos acusados e condenados
por corrupção.
Todavia, mesmo que essas potencialidades não estejam sendo
utilizadas com maior desenvoltura, a disponibilização
de maior quantidade de conteúdo relacionado às eleições
facilita o acesso às discussões das questões
políticas e econômica ao eleitor, permitindo-lhe construir
seu próprio caminho na seleção das informações.
Um exemplo disso é que as indicações de voto
parecem reagir a cada novidade na campanha com um dinamismo que
não acontecia antes. Um novo acontecimento traz implicações
diretas nas pesquisas: notícias de corrupção,
entrevistas, mudanças econômicas e comentários
de jornalistas, especialistas e atores políticos já
alteraram por diversas vezes a composição das alianças
para a disputa, já derrubaram candidatos e detonam semanalmente
alterações nos resultados das pesquisas de opinião.
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