Em nome da interatividade

Amanda Mota
e Luciana Silva

Da TV convencional para a Web, o telejornalismo vêm evoluindo tanto em técnica quanto em conteúdo. Aproveitando uma característica deste suporte de se constituir como espaço potencialmente ilimitado, os programas jornalísticos disponibilizam edições anteriores de suas matérias. Outra característica peculiar da internet é considerada como palavra-chave: a interatividade. Buscando uma maior participação do público, os programas dão oportunidades para que os internautas interfiram e dêem sugestões, cada atração a seu modo.

Chats e e-mail são as formas de interatividade mais comuns dos programas a exemplo da InterneTV, emissora online de Uberlândia (MG), porém já começa a surgir novos elementos que tornam cada vez mais essencial a participação do público. Um exemplo pode ser verificado na allTV, primeira emissora feita para a internet. Nela, o internauta pode mandar perguntas, mudar a programação à sua maneira ou, para aqueles com webcams, entrarem com imagens ao vivo.  Resultado: no ar desde o início de maio, nos primeiros 14 dias recebeu 16 mil visitas, com mais de 4 milhões de page views.

A emissora paulista Rede TV! vai mais longe. No site, o internauta descobre que também pode se tornar um webrepórter – basta possuir material jornalístico e ter a intenção de que seja exibido na emissora. O processo é feito através de cadastro, e o material pode ser enviado de qualquer lugar do Brasil. Por sua vez, os programas de jornalistas, a exemplo do Jornal da Lílian (que teve a equipe extinta em setembro) e UOL News com Paulo Henrique Amorim, trazem a interatividade como mera escolha do usuário de como acessar o conteúdo e dar alguma opinião, através de e-mail.

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Paulo Henrique Amorim, do UOL News

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