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O mundo hoje tem sede de informação.
Seja nas rádios, televisões, jornais, revistas e,
é claro, na Internet, as pessoas buscam estar antenadas.
Apesar de tantas facilidades para estar atualizado, a tendência
mundial dos sites jornalísticos é cobrar pelo conteúdo
veiculado, o que limitaria o acesso livre ao material. Importantes
jornais online, como New
York Times e Washington
Post (ambos norte-americanos) e o inglês The
Times, já fecharam o seu conteúdo e serviços
a assinantes. No Brasil, isso ainda não se configura como
tendência, embora a Folha de S. Paulo, entre outras
publicações, já restrinjam o acesso a suas
edições.
Na Folha, os internautas só acessam
as matérias na web se forem assinantes do portal Universo
Online - UOL (onde o site está hospedado) ou do próprio
jornal. O que não acontece com o Folha Online, site
do mesmo grupo com acesso aberto, que disponibiliza um conteúdo
sem relações diretas com o material impresso e em
forma de agência de notícias.
Já a versão na rede do jornal O
Globo, mesmo os internautas que não são assinantes
do veículo podem usufruir de notícias gratuitas, de
forma completa, sem restrições. Com a assinatura,
no valor à vista de R$ 680,40, por um ano, para o jornal
na versão impressa, o assinante terá como diferencial
a possibilidade da utilização de um canal personalizado
de comunicação dentro do Online. Ele poderá
obter serviços especiais como, descontos e ingressos a shows,
teatros, cinemas e outros.
O mesmo acontece com o Jornal do Brasil. A
versão Online do conceituado veículo também
oferece informações sem custo para o leitor, sendo
ele assinante ou não. Mas se a pessoa tiver a assinatura
do jornal em papel poderá lucrar com muitas regalias. Através
do Guia Clube JB, uma publicação bimestral gratuita
e exclusiva para os assinantes, é apresentada um roteiro
com promoções e descontos oferecidos em diversos estabelecimentos.
O Correio Braziliense é outro veículo
que também utiliza um cartão personalizado para leitores
do jornal tradicional. Ao fazer uma assinatura mensal, por R$ 32,00,
o leitor poderá contar o mesmo conteúdo do correioweb.com.br
com o de papel, além receber o cartão Club Vip, que
dará direito a descontos em pré-estréias e
sessões culturais, dentre outros lugares.
Para Fernanda Malta, leitora assídua de alguns
jornais disponíveis na rede, o conteúdo não
pago é sem dúvida o que lhe proporciona a maior possibilidade
de navegar por vários sites que fornecem notícias.
"Sou assinante de um jornal impresso que disponibiliza recursos
para que eu tenha vantagens em alguns serviços, mas o que
eu não acabo usufruindo. O que realmente gosto é de
poder acessar várias publicações online sem
ter que pagar pelo conteúdo. E caso os jornais tenham que
cobrar pelo acesso, futuramente, eles perderão leitores,
como será o meu caso. Eu não terei dinheiro para ser
assinante de todos de minha preferência", comentou.
E um dos diversos jornais que utiliza do mesmo mecanismo
na web, como os outros já citados, de não cobrar pelo
material jornalístico é O Estado de São
Paulo. Sem nenhum custo adicional, o internauta pode "navegar"
pelas editorias, colunas, artigos e outros links do portal estadao.com.br
sem ter que "desembolsar" nada além do que já
se gasta ao se conectar à Internet.
Mas para Tatiana Lima, editora do portal A Tarde
Online, que também oferece conteúdo gratuito tanto
para assinantes ou não, esse perfil de oferecer um material
jornalístico sem custo ao internauta deverá acabar
em breve. "Ainda é comum acessarmos um jornal online
e não sermos 'impedidos' de ler uma matéria, mas a
tendência será de reservarmos um conteúdo específico
ao assinante. Futuramente devemos valorizar mais e oferecer privilégios
a quem paga para ler o jornal", avaliou.
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