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O Caderno i, do Último
Segundo, parece mesmo que veio para ficar. Depois de completar
seis meses no final de janeiro, o canal do portal IG
continua firme com suas coberturas aprofundadas, artigos e matérias
especiais.
Como atesta a editora-chefe do caderno - e redatora-chefe do Último
Segundo - Andréa Fornes, "o espaço está sendo bem recebido internamente,
e imagino que os leitores também estejam ávidos por essa mesma diferenciação
no conteúdo jornalístico".
Apesar do otimismo, Andréa admite que ainda não é possível medir
exatamente a audiência de canais do site, mas só de matérias. "Isso
deve mudar logo com um novo mecanismo", garante ela.
Enquanto canal do Último Segundo - exemplo maior de jornalismo
"instantâneo"e de textos curtos na internet brasileira - a arma
do Caderno i é certamente o diferencial. "O caderno funciona como
um contraponto à instantaneidade e rapidez das notícias do dia-a
dia", como explica Andréa.
Com textos maiores e cara de revista semanal, ele pretende suprir
a falta, no mercado brasileiro, de um espaço de leitura na rede.
De acordo com Fornes, "faltava um lugar, um canal, de textos longos,
onde o prazer da leitura pudesse prevalecer". O maior espaço para
a participação de articulistas e colaboradores - como Fernando Morais
e Umberto Eco - e a valorização da apuração oferecem ao internauta
mais aprofundamento nos temas.
Na edição de 25 de janeiro, por exemplo, a revista de fim-de-semana
fez uma ampla cobertura sobre a "onda de violência", concentrada
no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Além de
um balanço com os números do crime, o site trouxe histórico de crimes
que se tornaram célebres e entrevistas com o ministro da justiça
e com um sociólogo.
Na mesma edição, o leitor encontrava artigos sobre o Fórum Social
Mundial de Porto Alegre e matérias sobre cultura e economia. Além
disso, um especial sobre o Santos, inspirado no lançamento de um
dicionário baseado na história do time.
Essa tendência de aprofundamento, já observada em sites jornalísticos
de outros países, como o norte-americano MSNBC,
possui um projeto de cobertura distinto. Não prioriza a instantaneidade
e o furo, e sim uma outra potencialidade da rede, que é a utilização
ilimitada do espaço. No Brasil, o Caderno i tem como concorrente
mais próximo a Revista da Folha, do
grupo Folha em parceria com o UOL, nos
moldes de um veículo de variedade.
A estrutura do caderno - equipe de reportagem, correspondentes,
articulistas e redação - é a mesma do Último Segundo. Para Andréa,
a subordinação ao jornal US é positiva, já que permitiria ao repórter
que cobriu um fato durante semana apurar com maiores informações
e conhecimento de causa.
A revista é fechada entre quinta e sexta-feira, quando vai ao ar.
A edição, assim como a discussão de pautas, conta com a participação
de toda a equipe do Último Segundo - incluindo as sucursais de Brasília
e do Rio de Janeiro - sob a coordenação de Andréa.
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