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Estamos cercados de computadores por todos os lados. Vivemos uma
era em que a grande maioria de nossas ações é
mediada por essas máquinas. Poucas pessoas escrevem cartas.
Nenhum documento é aceito manuscrito. Qualquer estabelecimento,
por menor que seja, dispõe de pelo menos um computador. Para
conversar, recorre-se aos chats, mesmo entre interlocutores desconhecidos.
A tela do computador traz o mundo ao internauta, que passa horas
hipnotizado por essa poderosa, porém recente mídia
que é a internet.
A internet invadiu também o jornalismo. Jornais de todo o
mundo aderem ao formato online com ou sem sucesso. A informação
digitalizada, seja ela de natureza jornalística ou não,
já está tão incorporada na cultura contemporânea
que vale a pena correr o risco. Por isso mesmo, essa cultura vem
sendo chamada de cibercultura, e o jornalismo online é parte
fundamental dela. É o quarto poder numa tela interativa,
disponível quando e onde o usuário quiser.
O jornalismo digital é um suporte essencial à prática
da redação e divulgação de notícias.
As potencialidades da internet são indiscutíveis e
incontestáveis. A instantaneidade, o tempo real... Seria
até desnecessário discorrer sobre suas vantagens.
Assim como a existência de espaço infinito e a incrível
capacidade de armazenar informações antigas. A internet
veio para facilitar e muito a vida dos jornalistas. Contudo, insistir
que o formato online traz consigo o poder de modificar o comportamento
das pessoas em relação aos outros meios de comunicação
é uma tremenda bobagem.
A leitura de notícias pela rede deve ser vista como mais
uma alternativa. Afirmar que recorrer ao rádio ou à
TV em busca de informação é coisa do passado
é, no mínimo, "forçar a barra". Cada
meio tem a sua especificidade e o seu valor, e nenhum substitui
o outro. Ter a notícia na tela do computador em casa é
cômodo apenas para algumas pessoas. Certamente, há
outras que preferem ir à banca atrás do jornal impresso.
Vale ressaltar ainda que, a despeito de muitos cibermaníacos
que insistem em dizer que a internet está em todo lugar,
apenas uma pequena parcela da população - no Brasil
pelo menos - tem computador em casa. E dessa pequena parcela, somente
um número mais reduzido ainda tem acesso à internet.
É importante lembrar que a internet ainda passa por uma fase
de correção de rumos, embora já esteja consolidada
como um importante nicho para negócios e alvo de polpudos
investimentos do mercado publicitário. O jornalismo encontrou
na internet uma importante parceira na divulgação
de notícias. Jornais impressos, é bom que se repita,
só tem a ganhar ao investir no segmento. Afinal, nada contra
a internet, que conseguiu chegar a 50 milhões de lares dos
Estados Unidos em apenas cinco anos. Um pouco de cautela, no entanto,
é necessário para que essa mesma internet, tão
benéfica em seus propósitos, não tome o lugar
da vida daqueles que gastam um tempo considerável de suas
existências em frente a uma tela de computador.
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