...se
eu tivesse descido
teria ido direto para a pracinha, procurando o coreto, onde o havia adivinhado, encoberto pelas árvores que impedem seja avistado pelos que passam no trem, mas então o coreto real, plantado ali no meio da pracinha, não seria de ferro batido com grades pintadas de azul e nem teria telhado de cobre azinhavrado, como eu imaginara. Seria todo de madeira, com grades amarelas e um telhado de ardósia negra que, depois me explicariam, já havia sido uma pedra abundante na região, mas que passados quase dois séculos de contínua extração já não se encontrava traço dela por ali e quem tinha tinha, quem não tinha não ia poder ter mais. E lá estaria o cachorro velho, largando pelos e dentes, dormindo à sombra do coreto, tal como eu o havia adivinhado e tudo muito como um daqueles sonhos em que chegamos a um lugar desconhecido e as coisas nos são estranhamente familiares...