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TÉCNICA
Uma máquina fotográfica
é constituída de 7 elementos principais, os quais funcionam
em conjunto e devem ser bem compreendidos pelo fotógrafo.
1- A objetiva é um sistema
de lentes presas em um cilindro de metal criado para a projeção
de imagens. É através dela que a luz penetra na máquina
fotográfica, pelo mesmo princípio da câmara escura.
É o fotógrafo quem regula a abertura da objetiva, dependendo
da relação entre o diâmetro da lente e a distância
focal.
2- À distância
entre o centro da lente e o ponto da película que recebe os raios
luminosos, chamamos distância focal. Num aparelho fotográfico,
ela aparece indicada em centímetros, na moldura da objetiva.
3- O regulador de foco, como
o nome já diz, regula a distância entre o que vai ser fotografado
e o filme.
4- Ainda na moldura da objetiva,
temos os números de luminosidade, que expressam a abertura da objetiva,
portanto a quantidade de luz que a película vai receber.
5- Aplicadas ao bordo interno
da objetiva, temos o regulador do diafragma, um conjunto de lâminas
dispostas de tal forma a possuírem um vazio central que pode ser
regulado conforme a intensidade da luz. O diafragma pode ser comparado
ao olho humano: há dilatação da pupila em meios pouco
iluminados (no caso, uma grande abertura do diafragma), e a pupila não
se contrai em meios com muita luz (a abertura é pequena).
6- O obturador é o dispositivo
que regula o tempo de exposição do filme à luz e
é formado por lâminas que se movem por um sistema de molas.
7- Por fim, temos o botão
que aciona o obturador: o disparador de obturador.
Alguns acessórios,
porém são de grande utilidade, dando uma maior qualidade
às suas fotos. Apresentaremos aqui alguns exemplos:
Flash: acessório mais
utilizado, principalmente para fotos à noite ou em ambiente fechado.
A maior parte das máquinas hoje já possuem um pequeno flash
incluído, mas as profissionais geralmente exigem flashes maiores
que são comprados à parte.
Filtros: são utilizados
para realçar uma cor em fotos artísticas, dando à
foto um tom esverdeado, por exemplo, ou mesmo para intensificar certas
cores, sem alterar a coloração das outras.
Tripé: certas fotos
exigem uma maior estabilidade, sendo portanto utilizado um suporte rígido.
Dessa forma, evitam-se fotos tremidas.
Fotômetro: aparelho que
faz o cálculo de exposição necessário a depender
da incidência da luz.
Zoom: é, na realidade
um tipo de objetiva e tem a função de diminuir a distância
entre a máquina e o objeto a ser fotografado, sem que o fotógrafo
saia da sua posição.
Todos esses elementos devem
ser regulados de acordo com o resultado desejado. Para conseguir uma certa
profundidade de campo, por exemplo, o fotógrafo deve regular a
abertura da objetiva e a velocidade de obturação. Quanto
maior a abertura, mais luz passa pelo diafragma, maior a velocidade de
obturação (menor tempo de exposição à
luz) e, conseqüentemente, menor será a profundidade de campo.
Uma pequena profundidade de campo dá à fotografia o efeito
de segundo plano desfocado, privilegiando o primeiro plano.
É importante lembrar
que a imagem que nós temos no visor da máquina está
sendo visualizada com a máxima abertura da objetiva. Se a abertura
escolhida for menor, o diafragma só reduzirá a abertura
na hora do disparo, então a imagem do visor não corresponderá
àquela que será registrada.
Na hora de fotografar, além
da qualidade da máquina, deve-se observar o filme que está
sendo usado. Um filme é uma película recoberta de halogetos
de prata, um produto químico sensível à luz, podendo
ser classificado quanto à sua sensibilidade. Geralmente, o sistema
utilizado é o ISO, ou ASA, como está apresentado nas caixas
do produto.
| Os filmes
de sensibilidade lenta são classificados de 25 a 50 ISO e são
indicados para fotografar natureza morta ou quando se deseja fazer
grandes ampliações com boa qualidade. A sensibilidade
média é a mais usada (de 50 a 200 ISO), em fotografias
de pessoas, paisagens, com boa incidência de luz. Já
os filmes classificados de 200 a 800 ISSO (sensibilidade rápida),
são indicados para lugares com pouca iluminação.
Por fim, existem os ultra-rápido (de 800 a 3200 ISO), perfeitos
para fotos à noite. Os mais procurados vão de 100 a
400 ISO. |

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REVELAÇÃO
Acessórios:
Tanque de revelação e espiral - existem vários modelos
com diferentes capacidades. Basicamente um tanque de revelação
é um frasco cilíndrico onde se colocam uma ou mais espirais.
Os filmes são bobinados para dentro da espiral num local sem luz
e depois de colocados dentro do tanque de revelação, e o
mesmo fechado já se pode acender a luz. Conselho: existem tanques
de vários tamanhos, eu aconselho a comprar um tanque que permita
revelar mais que um filme de 35mm por vez, assim quando se pretender evoluir
para outro formato de filme (como por exemplo: 120), o tanque também
serve. Existem também espirais que permitem vários formatos
de filme.
Provetas graduadas - os químicos
necessários à revelação existem em duas formas,
pó e líquido. Para se poder utilizar devem ser diluídos
em água. Para tal torna-se necessário a existência
de uma proveta graduada para que a diluição seja feita o
mais corretamente possível. Conselho: existem químicos com
diluições muito diferentes, comprar dois tipos de provetas
graduadas é a melhor solução.Uma até 500ml
e outra ate 10ml (esta pode ser substituída por uma seringa graduada).
Químicos:
São necessários dois químicos para se proceder a
revelação - o revelador e o fixador. Alem destes dois produtos
existem outros dois aconselhados: banho de paragem e agente molhante.
Revelador de Filme - disponível
em líquido ou pó. Os reveladores líquidos devem ser
diluídos em água a 20º graus e são de usar e
deitar fora. Os reveladores em pó devem ser diluídos em
água à temperatura aconselhada pelas suas instruções
de uso. Para estes reveladores é aconselhável ter um frasco
para guardar o químico já preparado, uma vez que provavelmente
vai sobrar uma parte do conteúdo. Os reveladores líquidos
podem ainda ser usados de duas maneiras:
EM STOCK-significa que, por exemplo, 1 litro de revelador pode ser reutilizado
mais que uma vez.
DILUÍDOS - o processo é o mesmo dos reveladores líquidos.
Conselho: Quando preparar um químico em pó deve faze-lo
com alguma antecedência, normalmente preparar o revelador um dia
antes de o utilizar. Dica: ao guarda-lo no frasco, utilizar um filtro
de máquina de café para filtrar o líquido obtido.
Assim fica garantido que nenhum pedaço de pó por diluir
irá provocar danos no filme.
Fixador - este tanto serve
para filme como papel. Este químico é líquido e deve
ser diluído. Um litro de fixador serve para fixar vários
filmes. Ver as respectivas instruções.
Banho de paragem - é
um químico utilizado para interromper a revelação
do filme. Caso não se pretenda adquirir este químico pode
ser substituído por água.
Agente molhante - provoca a
dilatação física do negativo de forma a permitir
uma secagem mais uniforme. É altamente recomendável a sua
utilização.
Método
Antes de iniciar a revelação propriamente dita é
aconselhável preparar as quantidades necessárias de químicos
a utilizar. Essa química deve ser utilizada a 20º. É
esta a temperatura indicada, outras temperaturas podem ser utilizadas,
normalmente superiores de forma a diminuir o tempo de revelação.
Importante: o aumento da temperatura provoca aumento de grão no
filme. É conveniente ter as químicas todas na mesma temperatura
de forma a não provocar choques térmicos na superfície
do filme. NUNCA UTILIZAR LÍQUIDOS A TEMPERATURAS SUPERIORES A 30
GRAUS. EM FILME A P&B PODE PROVOCAR A SEPARACAO DA CAMADA SENSÍVEL
DE FILME DA SUA BASE.
Podemos considerar que a revelação
de um negativos tem 8 passos:
1-Bobinagem - consiste na introdução
do filme na espiral para ser revelado. Esta é a única coisa
que alguém que nunca tenha revelado um filme NÃO deve fazer
sozinho. É neste passo que se fazem danos graves nos filmes. Assim
é melhor que quem nunca tenha experimentado peça ajuda a
alguém que já o tenha feito.Ou então que tente com
um filme estragado à luz do dia. É simples de fazer, corta-se
a ponta do filme de modo a que o bocado de filme mais estreito desapareça.
Colocar a ponta do filme na espiral. Apagar a luz e bobinar o filme. Cortar
o filme de modo a separa-lo de seu invólucro, colocar dentro do
tanque e fecha-lo. A partir daqui toda a revelação pode
ser feita com a luz acesa.
2-Pre-lavagem - tem como função
libertar o filme de uma camada de proteção e prepara-lo
para ser revelado. Para tal devemos colocar água a mais ou menos
20º no tanque, agitar e deitar fora. Alguns filmes, como o Ilford,
têm essa camada de proteção colorida, por isso é
natural que a água saia azul ou verde. Repetir o processo ate que
a água saia transparente.
3-Revelação -
começa no instante em que o revelador entra em contacto com o filme.
Segundo as instruções do fabricante o filme deve ser revelado
durante "x" tempo. Deve-se agitar o tanque durante o primeiro
minuto e no restante tempo durante 10 segundo em cada minuto ou 5 segundos
em cada 30 segundos.
4-Paragem - quando o tempo
de revelação chegar ao fim deve-se retirar o revelador do
tanque e substitui-lo pelo banho de paragem ou por água. Dica:
agitar o tanque com o banho de paragem durante 30 segundos e deixar ficar
durante 1 minuto mais.
5-Fixação - após
terminar o banho de paragem entra o fixador. Ele deve ser aplicado durante
o tempo descrito nas suas instruções e agitado como o revelador.
6-Lavagem - após a fixação
o filme já pode estar em contacto com a luz. A fase da lavagem
é tão importante como outra qualquer. Deixar em água
corrente durante 20 minutos.
7-Agente molhante - aplicar
a aproximadamente 25º durante 1 minuto.
8-Secagem - após o agente
molhante NÃO ESCORRER O FILME, colocando para secar preso por uma
das pontas num local arejado, mas sem poeiras pelo ar. Uma hora depois:
está PRONTO para imprimir. (Observação: se a água
for muito calcária, escorrer o filme, mas só com os dedos,
ou então no fim passá-lo por água destilada, evitando
manchas indesejadas.)
CURIOSIDADES
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