Faculdade de Comunicação- UFBA

 

 

noFEITICEIRA PORNOGRÁFICA

Nada de pó de lagarta da Polinésia ou de larvas de morcego de Guiné Bissau, A bruxa está solta e atormentando a programação de vários programas com suas discípulas. Podemos estar cometendo uma injustiça ao dar o nome dessa página a essa personagem que apesar da imagem e exemplo que espalhou, não pode ser considerada culpada. Mas ela foi escolhida por ser ícone máximo das mulheres que ganham a vida exibindo seus corpos.

Não negamos que tais garotas sejam bonitas, mas ao realizarem este trabalho se igualam àquelas que exercem a mais antiga das profissões: a de prostituta. Não pretendemos desmerecer esta última profissão, pois na maioria das vezes as pessoas que praticam, movem-se pelo instinto de sobrevivência, enquanto que as personagens que desejamos caracterizar, são movidas pela pura vontade de se tornarem celebridades no cenário midiático.

Bem, mas voltemos a nossa personagem. Se fossemos numerar suas atitudes vulgares, seriam muitas, mas todas elas consistiriam em uma só idéia, a da destruição da figura feminina. Nossa personagem funda no subconsciente, de homens e mulheres, estereótipos e comportamentos parecidos com os seus: seios com aproximadamente 350ml de silicone para parecer com as norte-americanas, corpo bronzeado do tipo "vou à praia todo dia" e é claro, preocupar-se com a vida íntima de atores e cantores, contando para isso com a sua revista de cabeceira, "Caras".

E como deixar de falar da legião de seguidoras que vem brotando. O estilo feiticeira tem saído de conjuntos de pagode, bailes funk e até de agências de modelo. Essas criaturas perseguem as câmaras (ainda que se sintam perseguidas) para se tornarem conhecidas pelo mais belo close ginecológico. Assim, não é difícil elaborar a concepção de mulher que crianças, adolescentes e até adultos têm atualmente. Ela nada mais é que o fruto que esse tipo de personagem planta todos os dias.



 

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Produzido por Fernanda Alamino e Milena Leite