Sucateamento
Os professores das universidades federais estão ameaçando
entrar em greve no início do próximo semestre.
No dia 23 de julho, apenas 2% dos salários foram pagos
aos 45 mil professores das universidades brasileiras e por
isso os professores ameaçam parar suas atividades.
O ministro da educação, Paulo Renato Souza,
determinou que onde houvesse greve os pagamentos dos professores
não seriam feitos. Os professores querem um reajuste
em seus salários de 48% e o ministro disse que não
é possível.
As universidades estão sofrendo cortes em seus orçamentos,
o que têm provocado sérios prejuízos para
a qualidade do ensino e das pesquisas. O ministro disse que
somente de 95 a 99, os recursos para as universidades públicas
aumentou em 28%, totalizando 8,2 bilhoes de reais. O problema
é que o dinheiro não é repassado ou então
é mal administrado.
Vários projetos de pesquisa e aquisição
de equipamentos estão paralisados por falta de recursos.
Este fato está levando várias instituições
de ensino a um caos. Outro fator é a diminuição
do número de professores. Algumas unidades da Universidade
Federal da Bahia(UFBa), estão com poucos professores
titulares e muitos são professores substitutos.
A estagnação da produção científica
brasileira é algo visível. Apenas 13% dos professores
das IFES(Instituicoes Federais de Ensino Superior) têm
doutorado e cerca de 22% têm mestrado.Ë uma questão
séria principalmente quando se sabe que as pesquisas
científicas são realizadas nessas unidades.
A política neoliberal do governo brasileiro, através
da adoção de uma política de contenção
dos gastos públicos, têm prejudicado as IFES.
Um exemplo é o projeto de autonomia para as universidades,
que estão livres para buscarem novas alternativas de
financiamentos.Este fato só tem servido para o governo
se desresponsabilizar com o financiamento da educação
superior.
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