|
Biografia
Raul
Santos Seixas nasceu em Salvador em 28 de junho de 1954. De
família classe média, esse baiano falava inglês perfeitamente,
amava literatura, filosofia, metafísica e ontologia. A música
surgia na sua vida devido a dificuldade de se tornar escritor
no Brasil. Raul usou a música para se comunicar, dizer o que
pensava, já que não o pôde fazer através da literatura.
Parcerias
polêmicas, questionamentos surpreendentes, pensamentos magicistas
são algumas características que definem Raul. Ouvia Luiz Gonzaga,
Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Raul Seixas fundiu o tal
rock'n roll com todas as variações rítmicas brasileiras, do
xote ao baião, ajudando a criar a cara do rock nacional.
Raul
falava dele mesmo; tudo o que ele disse ou cantou eram coisas
que ele acreditava. Ele era acima de tudo sincero. Sobre sua
a juventude, ele mesmo descreve: "nasci em 1945, no final
da guerra, portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra
necessariamente. Comecei a usar cabelo de James Dean, blusão
de couro e beber Cuba Libre o que espantava meus pais burgueses
de classe média." Bebia escondido dos pais, montava em sua
lambreta e perambulava pelas ruas de Salvador. Juntou-se com
mais três rapazes e formaram a banda As Panteras, que em 1960
era a banda de rock mais popular da Bahia. O grupo grava um
Lp, que é um fracasso em vendagem. Isso faz com que Raul deixe
o Rio e volte para Salvador. Persistente como ele só, continua
compondo, trabalhando, até a hora que pensou: " agora é hora
de mudar o mundo!".
A controvertida "Sociedade Alternativa" não agradou os governantes
e Raul foi preso e torturado pelo DOPS tendo que deixar o
País. Mas a canção 'Gita' o traz de volta. Daí começa a completa
consolidação do seu trabalho.
A
história de Raulzito é construída por 21 Lps, dezenas de compactos,
contratos em todas as maiores gravadoras do país, um livro,
"As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor", cinco mulheres,
três filhas, muitos problemas pessoais e, finalmente, o alcoolismo
que lhe rendeu uma pancreatite aguda levando-o a morte em
21 de agosto de 1989.
Suas
idéias continuam nas mentes, suas músicas continuam a ser
cantadas... ninguém tão mágico, místico, louco, sincero podia
ser meramente esquecido. Se alguns, mesmo assim, ainda quiserem
esquecê-lo, casas culturais, praças, ruas e viadutos o farão
lembrar dessa figura e homem que foi Raul Seixas.
topo
|