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Nota
Oficial
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5) Deixado
após o almoço e por volta das 15 horas, em sala, desacompanhado,
escreveu a seguinte declaração: "Eu, Vladimir Herzog, admito
ser miltante do PCB desde 1971, ou 1972, tendo sido aliciado
por Rodolfo Konder; comecei contribuindo com Cr$ 50,00 mensais
quantia que chegou a Cr$ 100,00 em 1974 ou começo de 1975;
meus contatos com o PCB eram feitos através de meus colegas
Rodolfo Konder, Marco Antonio Rocha, Luís Weiss, Antonio de
Brito, Miguel Urbano Rodrigues, Antonio Prado e Paulo Markun,
enquanto trabalhava na revista Visão. Admito ter cedido minha
residência para reuniões desde 1972; recebi o jornal Voz Operária
uma vez pelo correio e duas ou três vezes da mão de Rodolfo
Konder. Relutei em admitir neste órgão minha militância, mas,
após acareações e diante das evidências, confessei todo o
meu envolvimento e afirmo não estar interessado mais em participar
de qualquer militância político-partidária". Assinatura: ilegível.
6) Cerca
das 16 horas, ao ser procurado na sala onde fora deixado,
desacompanhado, foi encontrado morto enforcado, tendo para
tanto utilizado uma tira de pano. O papel contendo suas declarações,
foi achado rasgado, em pedaços, os quais, entretanto, puderam
ser recompostos para os devidos fins legais.
7) Foi
solicitada à Secretaria de Segurança a necessária perícia
técnica, positivando os senhores peritos a ocorrência de suicídio.
8) As
atitudes do sr. Vladimir Herzog, desde sua chegada ao órgão
do II Exército, não faziam supor o gesto extremo por ele tomado.
9) As
prisões até hoje efetuadas se enquadram, rigorosamente, dentro
dos preceitos legais, não visando a atingir classes, mas tão
somente salvaguardara ordem constituída e a Segurança Nacional.
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