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Manoel
Leal
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Paralelamente
às investigações estaduais, por ordem do Ministério da Justiça,
a Polícia Federal também abriu um inquérito. Foram apontados
três suspeitos: Marcone Sarmento, protegido da secretária
municipal Maria Alice Araújo, matador profissional conhecido
na região e foragido da justiça; Mozart da Costa Brasil, policial
de Salvador e auxiliar do delegado Gilson Prata; e Roque de
Souza, informante da polícia e também auxiliar do delegado.
Depois de recebidas essas informações, o delegado Valois ouviu
os suspeitos Mozart e Roque, mas não averiguou se estes estavam
mesmo em Salvador no dia do crime, como alegaram. Apesar dos
evidentes indícios, o inquérito foi arquivado em agosto de
1998 a pedido do promotor público Ulisses Araújo, que alegou
"falta de provas".
Em
abril de 2000, após uma série de publicações do diário A Tarde,
de Salvador, sobre os casos de jornalistas assassinados na
Bahia, o processo foi reaberto pela Polícia do estado. Atualmente,
está em andamento, e os criminosos continuam impunes.
Impunidade
Manoel Leal várias vezes havia denunciado em A Região irregularidades
cometidas pelo então prefeito de Itabuna, Fernando Gomes e
pela secretária municipal Maria Alice de Araújo. Havia também
denunciado o delegado de polícia Gilson Prata de ter sido
corrompido pelo prefeito, apontando, na mesma matéria os nomes
dos subordinados Mozart Brasil e Roque de Souza. Seu assassinato
se trata, obviamente, de um crime de mando e quem o cometeu
conta com a impunidade, garantida por relações de influência
no estado. O filho de Leal vem lutando junto a deputados e
ao governo pela aprovação de uma lei que torne federal tanto
a investigação quanto o julgamento de crimes contra jornalistas.
Andrea
Paz
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