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Investigação
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Por envolver alguns políticos importantes, principalmente
o senador Dany Toussaint, a investigação do caso Jean Dominique
é complicada. As ameaças ao juiz Gassant, testemunhas e investigadores
é evidente.
O primeiro
passo para o andamento do caso foi dado pela viúva, Michele
montas, que forneceu uma lista de possíveis inimigos de Dominique.
Porém, a investigação começou a progredir quando Philippe
Markington, um homem que afirmou estar, coincidentemente,
no local, resolveu falar com o juiz Gassant, responsável pelo
caso. Markington é conhecido por vender informações e a partir
de seu depoimento, Gassant chegou até Jean Wilner Lalanne,
um ex-militar com conexões com o Lavalas, que fazia parte
de uma gangue de roubo de carros. Lalanne passou a ser o principal
suspeito do crime. Ele teria sido o contato entre os mentores
e os assassinos do crime, além disso, teria fornecido os veículos
para a fuga.
Para
complicar a investigação, Lalanne morreu devido a ferimentos
causados quando tentou fugir durante sua prisão. A polícia
se surpreendeu ao descobrir que o corpo de Lalanne havia desaparecido
do necrotério. Mais estranho ainda, foi descobrir, através
de fontes do hospital, que mesmo sabendo que Lalanne era um
importante suspeito do crime, os funcionários do hospital
provavelmente o enterraram em vala comum, como indigente.
Com
a morte de Lalanne, o principal suspeito passou a ser Dany
Toussaint, senador haitiano suspeito de envolvimento com tráfico
de drogas, que achava a independência de Dominique uma ameaça
a seu envolvimento com negócios corruptos. Toussaint é representado
pelos advogados Jean Claude Nord e Gerard Georges, que endossam
a lista de inimigos de Dominique, por terem ameaçado o radialista
uma semana antes do assassinato.
Dany
Toussaint foi eleito senador. Este fato torna mais difícil
a sua prisão, pois como senador possui amplos poderes, inclusive
imunidade no caso Jean Dominique. Além disso, por mais que
o juiz encontre provas contra Toussaint, o senado é dominado
pelo Lavalas e sob hipótese alguma votaria contra a imunidade
do senador. Apesar de todos os incidentes e da demora da investigação,
seis homens estão presos acusados como assassinos ou participantes
do crime que chocou o Haiti.
Marta Erhardt
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