A Índia e o Paquistão,
assim como quase toda a Ásia, também enfrentaram
a expansão imperialista européia no século
XIX. Apenas em 1947, com
a retirada das tropas britânicas, estes
países se tornam livres politicamente.
Desde que se tornaram independentes,
a Índia e o Paquistão travaram três
guerras. Duas delas foram motivadas pela disputa sobre
a Caxemira, região fronteriça, na Cordilheira
dos Hiamlaias.
A população da
região é de maioria mulçumana
(70%), perfil semelhante ao da população
do Paquistão. A Índia controla dois
terços da região e acusa o vizinho (Paquistão)
de armar e treinar guerrilheiros separatistas mulçumanos.
O Paquistão nega as acusações
e diz fornecer apenas apoio moral e diplomático
aos rebeldes islâmicos.
Mais de 30 mil pessoas morreram
, na
Caxemira indiana, desde que o movimento
separatista começõu a atuar na região.

Folha de São Paulo - 16/07/01
Escalada Nuclear
A rivalidade entre este dois
países levou a uma corrida armamentista, colocando
Índia e Paquistãp no clube dos países
nucleares.
Em 1998, a Índia promoveu
cinco explosões nucleares. Como resposta à
demonstração de força, o Paquistão
realizou seis testes.
A "nuclearização"
da Índia e do Paquistão chamou a atenção
internacional para a questão da Caxemira. O
Paquistão tenta aproveitar a inquietação
causada pelas explosões para obter uma mediação,
categoricamente rejeitada pela Índia.
Em julho de 2001, o aconteceu
um encontro de cúpula, que reunia os líderes
da Índia e Paquistão, em Agra. A reunião
tentava chegar a uma solução pacífica,
mas não obteve êxito. Segundo analistas,
o encontro funcionou como um preparador de terreno
para futuras negociações.
Um dos principais obstáculos
à negociação foi a postura da Índia
em relação ao território. Historicamente
o país vem afirmando que sua soberania sobre
a Caxemira é inegociável.
