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As simpatias estão
firmemente arraigadas no folclore e nos costumes e tradições de nosso
povo, transmitidas pela tradição oral e evoluindo com ele, como se
percebe nas constantes adaptações sofrida com cada uma delas. Esse é
o detalhe mais fascinante das simpatias que fizeram e fazem ainda hoje
parte da vida de muitas famílias, não apenas das chamadas
"incultas", mas em todos os níveis de nossa sociedade.
A forma como as simpatias vão se adaptando aos
novos tempos revelam que seu componente principal não são os
ingredientes utilizados, mas algo mais profundo, superior e
indecifrável, aparentemente.
A sabedoria popular afirma sempre que a fé é
o componente principal. Sem ele, a simpatia não tem sentido e nada
resolve. Somos forçados a acreditar nisso. A fé parece ser o principal
elemento das simpatias mas, para que o processo seja completo, torna-se
necessária a utilização de elementos canalizadores dessa fé, que
representa aqui um potencial de energia positiva ou negativa
incomensurável.
Ao utilizar determinados materiais numa
simpatia, eles se tornam o fio condutor da fé, o elemento mágico e
insubstituível para o sucesso.
Temos pesquisado, procurando enriquecer o
conhecimento sobre este assunto. Sabemos que no Antigo Egito já se
utilizavam de simpatias. Entre os celtas, na antiga Britânia, os
druidas atingiram um conhecimento surpreendente na arte das simpatias,
com suas reuniões realizadas nos bosques de carvalho e sua magia ainda
hoje surpreendente e, em muitos pontos, inexplicável. Na Idade Média
elas atingiram um refinamento surpreendente e sua utilização muitas
vezes era confundida com a bruxaria, levando homens e mulheres às
fogueiras. Os escravos que vieram da África trouxeram suas simpatias.
Os portugueses que nos colonizaram também. Os imigrantes vindos de
todas as partes do mundo, cada um tinha um detalhe a acrescentar ao
vasto e inesgotável repertório de simpatias populares.
É o que vamos apresentar!
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