Idioma oficial: Inglês. Localização: Polinésia

Resultado da mistura: É no mínimo fascinante. As saudações por exemplo vão desde a formal reserva britânica até o extrovertido "Gidday"( adaptação de Good Day!), dependendo da pessoas e da circunstâncias. Já os maoris(povo nativo) não recusam os abraços ou o tradicional "Hongi", carinhosa aproximação dos narizes, com os olhos fechados e uma exclamação baixinha("mm-mm")!

A HISTÓRIA

        A Nova Zelândia- Aotearoa, "a terra da longa nuvem branca"- foi colonizada há mais de 1000 anos por viajantes do Leste da Polinésia. Esses colonizadores, antepassados dos atuais maoris, viviam em "iwi" (tribos) formadas por consanguinidade. Adaptaram-se rapidamente ao novo meio-ambiente e, por volta de 1200, haviam colonizado as Ilhas do Norte e do Sul. Utilizando-se dos abundantes recursos naturais para sua alimentação e comércio, os maoris desenvolveram uma cultura rica; as tradições orais passadas de pai para filho através de gerações, preservaram essa cultura.

        Quando os primeiros navegantes europeus chegaram em 1642, a maior parte dos maoris vivia no clima quente da parte de cima da Ilha do Norte. O holandês Abel Tasman ancorou nas praias naquele ano, dando à terra o nome de Staten Landt, e, mais tarde, Nieuw Zeeland. O inglês James Cook visitou-a em1769, circum-navegando a costa, negociando com os maoris e reivindicando a terra para os ingleses.

        Vieram depois os pescadores de focas e baleias, e, em 1814, os missionários cristãos. Por volta de 1840, 2000 europeus (pakehas) viviam entre a população maori de 100.000 habitantes. Naquele ano, mais de 500 chefes assinaram o Tratado de Waitangi, retendo a propriedade dos recursos naturais, mas abdicando do direito de governar, em favor da Coroa Britânica. Tanto os maoris como os pakehas continuam respeitando esse Tratado até hoje.

        Os colonizadores britânicos chegaram nos anos de 1840 e 1850, fundando cidades e preparando a terra para as fazendas. Os interesses dos maoris o dos colonizados entraram algumas vezes em choque culminando com a guerra nos anos de 1860. Seguiu-se a perda de terras pelos maoris, e, em seu rastro, a população maori caiu para 42,000 habitantes (1896).

        A sociedade criada pelos colonizadores floresceu com a corrida do ouro em 1860. Estradas de rodagem, ferrovias e prédios públicos foram construídos, e a educação a nível nacional foi introduzida. Uma nova onda de imigrantes europeus e australianos chegou para povoar as cidades e desenvolver a lavoura.

        A depressão econômica, ocorrida em nos de 1880, gerou mudanças sociais e econômicas. A Nova Zelândia tornou-se o primeiro país a conceder o voto às mulheres (1893), os salários foram regulamentados e a pensão para idosos foi instituída(1898). Os líderes políticos maoris promoveram o renascimento maori, iniciado iniciado anteriormente sob a influência do Rei Maori e dos profetas religiosos. A saúde e o bem-estar social foram melhorados e a população maori cresceu. Os soldados maoris e pakehas lutaram ao lado da Grã-Bretanha durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e, também durante a Segunda Guerra (1939-1945).

        A depressão econômica mundial atingiu a Nova Zelândia no final dos anos 20: o desemprego aumentou e a pobreza piorou. O desenvolvimento da previdência social no final dos anos 30- pensões mais elevas, auxílio - desemprego e auxílio - doença, além de assistência médica subsidiada- criaram melhores condições.

        A urbanização, principalmente dos maoris, e a prosperidade econômica caracterizaram a Nova Zelândia do pós-guerra. As taxas de natalidade subiram e a população também aumentou em função da imigração procedente da Grã-Bretanha e da Europa nos anos 50, e, mais tarde, das Ilhas do Pacífico e da Ásia.

        Um maior número de mulheres passou a trabalhar fora de casa e a igualdade de remuneração foi introduzida em 1972. Um novo renascimento maori começou nos anos 70, quando os maoris se concentraram em reaver terras perdidas duas gerações antes; a língua, a cultura e a arte reviveram novamente.

        A inflação e o desemprego aumentaram nos anos 70 e o dispêndio do governo com a previdência cresceu com a introdução da Pensão Nacional (1976) e uma série de outras medidas de apoio à renda familiar.

        Os meados dos anos 80 trouxeram mudanças profundas nas relações internacionais e na economia. A política anti - nuclear alterou suas relações com outros países, as políticas de mercado aberto desenvolveram a economia e o papel do governo foi reformulado.

        Desde sua colonização, há 1000 anos atrás, a Nova Zelândia é a única mescla de culturas do Pacífico Sul e europeia com uma identidade própria.

A SOCIEDADE MAORI

        No censo de 1991, os que se identificaram como maoris formaram um grupo significativamente mais jovem que o total da população. De todos os maoris somente 4,4% tinham mais de 60 anos, cerca de 37,5% eram menores de 15. As mulheres maoris tendem a Ter filhos mais cedo e em maior quantidade do que as não - maoris.

        Te Puni Kokiri- o Ministério de Desenvolvimento Maori- busca facilitar e apoiar realizações maoris nas áreas de saúde, educação, treinamento e desenvolvimento de recursos econômicos.

PESSOAS DAS ILHAS DO PACÍFICO

        Existem 167.073 pessoas na Nova Zelândia que se identificam como sendo oriundas das Ilhas do Pacifico. No censo de 1991, 38,7% dessas pessoas eram menores de 15 anos e somente 3,8% tinha mais de 60. Os índices de natalidade na Nova Zelândia passaram a registrar um aumento somente a partir da última década.

        O Ministério da Negociação das Ilhas do Pacífico auxilia as pessoas a alcançar as aspirações que as fizeram, e os seus antepassados, a irem para a Nova Zelândia. As prioridades são educação, saúde, treinamento e participação nas decisões públicas.

IDIOMAS

        O inglês e o maori são os idiomas oficiais, sendo que o inglês é falados pela maioria dos neozelandeses. Maori é a língua materna para cerca de 50,000 pessoas. Vários nomes de lugar, plantas e pássaros são maoris.

        Os "kanhanga reo"9 berço da língua maori) e os centros das Ilhas do Pacífico, bem como escolas e centros comunitários proporcionam aulas noturnas ou de fim- de –semana de forma a propiciar às crianças de outros grupo étnicos a oportunidade de compartilhar a herança cultural e idiomática de seus ancestrais.

A RELIGIÃO

        Na Nova Zelândia a religião é questão da consciência de cada um. O Cristianismo é a fé mais amplamente professada. Seus representantes são anglicanos, metodistas, presbiterianos e católicos romanos. Outras religiões também estão representadas- budismo, hinduismo, islamismo e judaísmo.

DIREITOS HUMANOS

        Na Nova Zelândia, é ilícita a discriminação em razão de idade, incapacidade física, cargo, condições de família, sexo, estado civil, opinião política, raça ou origem étnica, religião ou atitude sexual. Sob a orientação do Ministério da Justiça, o governador-geral nomeia um Comissário de Direitos Humanos e um Conciliador de Relações Raciais para promover os direitos humanos através da educação e de atos de conciliação, e, para investigar as queixas sobre o desrespeito a esses direitos.

        A Nova Zelândia foi o primeiro país no mundo a conceder direito de voto às mulheres(1893). Hoje, o Ministério dos Negócios da mulheres orienta o governo no estabelecimento de normas relativas à igualdade dos direitos das mulheres.

PADRÃO DE VIDA

        Analisando em termos de educação e emprego, igualdade e oportunidades, saúde e segurança, moradia e meio ambiente, opções de lazer e medidas para o bem-estar social, o padrão de vida neozelandês é relativamente alto. Verificando indicadores tais como educação, saúde, mortalidade infantil, expectativa de vida e estabilidade de preços, nota-se que a situação da Nova Zelândia é comparável à da Austrália, Canadá, Japão, Suécia, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

AS ARTES, O ESPORTE E O LAZER

        O governo apoia essa atividade, subsidiando o setor de artes e patrimônio cultural com aproximadamente NZ$109 milhões durante o ano financeiro1993-94. Rendimentos provenientes das loterias estaduais são destinadas a dar assistência às galerias de arte, museus e a organizações culturais e seus projetos. Existe um Ministério de Esportes e também um Ministério da Artes.

MUSEUS

        O mais notável dentre os 250 museus públicos e galerias de arte é o Museu da Nova Zelândia, "Te Papa Tongarewa" em Wellington. Possui uma coleção de "toanga" maoris (tesouros culturais) de relevância mundial, incluindo a mais velha construção maori existente. Outras coleções mostram a arte e a cultura Polinésia, micronésia e melanésia, bem como trabalhos feitos por artistas neozelandeses, como Francês Hodgkins, Raymond McIntyre e Colin McCahon. Os acervos dos museus variam de grandes coleções municipais até pequenas coleções enfocando um tema particular, como a extração do ouro ou látex.

A ORQUESTRA SINFÔNICA DA NOVA ZELÂNDIA

Noventa músicos profissionais cobrem atualmente 40,000 quilômetros viajando e levando o repertório até a população. Sua apresentação ocorre por ocasião do Festival Internacional das Artes em Wellington. Em 1992, apresentaram-se na Seville Expo, a Dama Kiri Te Kanawa.

O CINEMA

        Os filmes "The Piano", Once Were Warriors" e "Havenly Creatures" são obras importantes e internacionalmente aclamadas, produzidas recentemente na Nova Zelândia. Os últimos dois estão entre os 50 filmes feitos com a ajuda da "New Zeland Commission" durante os últimos 15 anos. Os filmes de curta metragem neozelandeses estão também criando fama internacional.

OS LIVROS E AS BIBLIOTECAS

        Leitores ávidos e escritores prolíferos, os neozelandeses deixaram sua marca na literatura local e mundial com escritores como Katherine Mansfield, James K. Baxter, Frank Sargeson, Janet Frame, Paricia Grace, Witi Ihamaera e Keri Hulme, que conseguiu o prestigiado "Booker Prize", pelo livro "The Bone People". Ceca de 400 milhões de livros são vendidos anualmente, 35% destes publicados na Nova Zelândia.

        As bibliotecas são muito procuradas e o Fundo de Autores recompensa os escritores pelo empréstimo de seus livros, tornando-os acessíveis a todos. A Biblioteca Nacional em Wellington é uma fonte de informações e de cultura com interessantíssimas coleções de documentos.

O TEATRO E A ÓPERA

        Companhias profissionais excursionam pelo país apresentando as produções mais conhecidos e o teatro profissional está desabrochando, mas é o setor amador que tem conquistado maior sucesso. Sociedades teatrais e de ópera, apresentando-se nos grandes centros do país, dividem entre si, um repertório completo, que vai de Aristophanes a Lloyd Webber.

A DANÇA

        O "Royal New Zeland Ballet" apresenta um repertório completo de danças clássicas e modernas, tanto na Nova Zelândia como em excursões pelo Exterior. Há um número de pequenas companhias profissionais de dança contemporânea, entre as quais a inovadora e empolgante Companhia de Dança Douglas Wright, que levantou calorosos aplausos nas apresentações em festivais de dança na Europa e Austrália..

        Danças contemporâneas maoris e das Ilhas do Pacífico estão desenvolvendo-se rapidamente, com um estilo próprio particularmente vibrante e dinâmico. E "New Zeland School of Dance" é uma instituição de nível terciária que treina os alunos para todas as formas de dança.

OS ESPORTES

        O neozelandeses são fãs apaixonados de esportes. Por isso, 85% da população pratica alguma atividade física ou de lazer, e 47% pertencem a pelo menos um clube de esporte, ginástica ou lazer.

        O bom clima da Nova Zelândia e a variedade de paisagens propiciam todas as formas de esportes e de recreação ao ar livre. O espore nacional masculino é o rugby e o feminino é a bola ao cesto. Os times de rugby league têm cada vez mais seguidores. A Nova Zelândia é talvez mais conhecida pelo seu time de rugby "All Blacks". Outros esportes que trouxeram medalhas olímpicas e sucesso internacional são o "cricket", o atletismo, "squash", remo, canoagem, "softball" e competições eqüestres. Os iatistas neozelandeses, homens e mulheres- inovadores em projetos de embarcações e em técnicas de navegação- colocam-se entre os primeiros lugares em todos os eventos internacionais tais como a "Admiral’s Cup", a "America’s Cup"e a Whitbread Round the World Race". As corridas de cavalo têm muitos apreciadores. A venda de animais de corrida puro sangue neozelandeses atrai compradores do mundo inteiro.

ATIVIDADES AO AR LIVRE

        A população esparsa significa que há muitos cenários ainda não explorados a serem compartilhados. A pesca em água doce ou salgada pode ser compartilhada em todo o país. Observar baleias, alpinismo e excursões a pé são atividades muito populares.

        Aqueles que gostam de emoções fortes podem tentar "bungy jump"(ioiô humano), balonismo, barcos a jato, ou navegação em corredeiras. A prática do esqui vai de junho até fins de outubro em ambas as ilhas, e há muitos campos dotados de equipamentos de fazer neve.

        O setor de esportes e lazer constitui também uma indústria importante, contribuindo significativamente nos aspectos sociais e para a economia da nação- criando 22.745 empregos, pagando NZ$300 milhões em impostos e beneficiando-se de NZ$200 milhões resultantes de esforço voluntário gratuito cada ano. Em resumo o esporte e o lazer são um negócio de NZ$4,5 milhões por dia.

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