TITULO copy.JPG (23695 bytes)

Até 1930, a lavoura se desenvolveu a contento, quando, então, uma
séries de problemas internos vividos pelo Brasil na República Velha e
mais a situação econômica internacional, resultante da crise de 1929, deu início a um
período de dificuldades crescentes para o produtor e a região.eram
De 1930 até meados da década de 50, as dificuldades foram se acumulando, as crises
eram cíclicas. Organismos estaduais e programas federais tentam minimizar problemas
agronômicos e financeiros que afetavam as lavouras. Em 1931, é criado o Instituto de
Cacau da Bahia - ICB. A Cooperativa Central dos Agricultores do Sul da Bahia é fundada em 1942.

Em 1957, os problemas estão agravados e a cacauilcultura vive a pior crise de sua história.
A atividade cai a níveis anti-econômicos porque os preços do produto no mercado
internacional estão muito baixos, a tecnologia para sustentar o seu desenvolvimento é
insuficiente, o crédito é caro e escasso. Predomina a lavoura extensiva, infestada de
doenças e pragas. Os agricultores endividados, sem recursos ou estímulos, são levados ao
desânimo, muitos ao abandono do cultivo. O cacau era um produto-problema, considerado
uma cultura sem perspectivas.

ILHÉUS-BA, 1985 FAMILIA AMADO
No auge dessa crise, a 20 de fevereiro de 1957, o governo federal cria a "Comissão
Executiva do Plano de Recuperação Econômico Rural da Lavoura Cacaueira"- CEPLAC,
com o objetivo de recuperar e racionalizar a lavoura.                                                                    A Ceplac através de financiamentos promoveu ajuda a pesquisa e a atividade cacaueuira, mas o pior estava por vir, em 1985 é descoberto o primeiro foco da Vassoura de bruxa.                        A Vassoura de bruxa é uma doença que ataca o cacau ainda no pé e destroi o fruto sem contudo causar danos a árvore.A única maneira de conter a doença é manualmente retirar e  queimar os frutos e ramos jovens infectados, não existe   rémedio para a praga.O jeito foi então os fazendeiros em parceria com a Ceplac investirem na pesquisa de cacau. O resultado foi a descoberta de um clone resistente e adaptável ao solo e clima da Região.O maior desafio da terra do cacau é conseguir dinheiro suficiente para fazer a clonagem tão esperada.                            Para quem pode estar se perguntando, Porque não partimos para outro produto?, a reposta você pode achar bastante ecológica, o cacau preserva a Mata Atlântica e por lei esta não pode ser devastada.
VESÚVIO, ILHÉUS-BA, 1985 Enquanto esta solução ainda não é acessível a todos as cidades investem em turismo , lazer , e em agriculturas menores.                             O turismo em expansão, porém ainda se alia ao cacau. As antigas fazendas são hoje visitadas e os maiores pontos turisticos possuem referência com os anos mais áureos.

Na literatura encontramos diversos íconess que remetem a Região cacaueira, entre eles Jorge Amado e Adonias filho, ambos de Itabuna.

A cacauicultura esta morrendo.A solução depende da boa vontade dos mesmos homens que aproveitaram-se de sua riquesa.Não é apenas a lavoura que se perde a cada dia são pessoas , histórias, a região precisa ser conservada.

Ao fim espero que você visite o "nosso" Álbum de fotos e que se divirta lembrando de "bons tempos".Gostaria de agradecer a Moacir Lima que concedeu "ameaçadoramente"  o material utilizado, e a boa vontade de você ter chegado até aqui, espero contato.

A Saga do Cacau A  Construção O Auge Álbum
A Saga do Cacau A Construção O Auge Álbum

Informações gerais:Vânia Lima (mattmc@ufba.br)
Copyright© 1998- COM024 / FACOM / UFBA