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Para fazer parte da Irmandade, a postulante deve ser negra de idade avançada e já ter demonstrado zelo por Nossa Senhora. Atendendo a essas condições, a postulante faz saber, por intermédio de uma das irmãs, o seu interesse de ingressar na Irmandade. A pessoa é posta em observação e, após a formalização da proposta, segue-se um período de três anos, no qual deve adaptar-se às obrigações e aos deveres. Nesse ínterim, é chamada de "irmã de bolsa", por ser seu dever esmolar para a Irmandade. Nessa fase, sempre que convidada deve apresentar-se de branco. Na época dos festejos, é escolhida a Mesa ou Comissão que se encarregará dos festejos do ano seguinte. Esta Mesa é composta por uma escrivã, uma tesoureira, uma provedora e uma procuradora geral. Devido a interferência direta ou indireta da Igreja, hoje essa escolha dá-se por consenso. Antigamente, porém, ela dava-se em recinto fechado sendo a "cédula de votação" um caroço de feijão preto, simbolizando a aceitação, de feijão mulatinho, simbolizando a recusa ou ainda um grão de milho, indicando a abstenção. À Juíza Perpétua cabia o voto de Minerva. De início, a escolha era presidida por um membro da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Martírios; mais tarde, esta tarefa passou a ser exercida pela Irmandade do Senhor Bom Jesus da Paciência. A tarefa de realizar a festa cabe apenas à provedora, sob conselhos e supervisão da procuradora geral, que anteriormente já ocupou o cargo. Esta pode substituir a provedora em quaisquer circunstâncias. A preocupação em preservar o culto é tal que a Comissão do ano anterior fica de sobreaviso para assumir total responsabilidade pela festa caso a Mesa do ano não possa realizá-la. Em última instância, a festa deve ser assumida pela Irmandade da Paciência. |
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