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História - Mitologia
http://www.editoras.com/pallas/orixas/xango_p.htm O acarajé está ligado às origens da cultura negra da Bahia. É comida dos orixás, os deuses do candomblé. Para Xangô, rei africano, Alafin de Oyó, são oferecidos os acarajés maiores e alongados. Para sua mulher Iansã, Oiá, rainha valente, meio fêmea, meio macho, são oferecidos os pequenos. As filhas de Iansã elaboravam o acarajé nos terreiros, colocando-o na gamela (vasilha de madeira ou de barro), e servindo-o na palha de banana. O dinheiro arrecadado com a venda era revertido para as obrigações (rituais de oferenda) do orixá. Dendê, camarão seco e leite de côco são ingredientes marcantes na culinária baiana. Mas em comida de candomblé, leite de côco não entra, não faz parte do cardápio dos orixás. Nos terreiros, não é costume colocar camarão seco moído na massa do acarajé. É uma evolução culinária, mas que contraria a tradição do culto afro. Os iniciados dizem que a preparação do acarajé para Iansã é um dos procedimentos mais sagrados. Acarajé com camarão na massa é encontrado principalmente em banquetes e recepções familiares. Por causa do custo maior, e porque exige maior cuidado para a massa não "desandar", dificilmente é encontrado nos tabuleiros das baianas Atualmente, a venda do acarajé não é mais apenas uma obrigação do candomblé e transformou-se numa atividade de subsistência para baianas de diversas religiões. http://www.editoras.com/pallas/orixas/xango_p.htm