
Existem duas principais vertentes da discussão da alteridade na cultura contemporânea: a estética e a poliítica. O texto, uma visão global de teorias de alteridade, procura entender o sentido dessa discussão a partir dos ambientes poliítico-culturais nos quais surge. A primeira parte trata dos usos do Outro no Ocidente, focalizando especialmente a perspectiva de Jean-François Lyotard, a segunda, uma linha de pensamento importante dentro do mundo anglófono, a crítica pós-colonialista.
Este ensaio dedica-se a avaliar, quanto às suas possibilidades e limites, uma certa intuição teórica e metodológica que tem procurado encontrar as consequências de se entender o lugar do receptor no processo comunicativo numa perspectiva que não o identifica com um indivíduo indefeso diante da vilania onipotente dos meios de comunicação. Tal intuição, aqui reconhecida como paradigma das mediações, pode ser identificada na proposta teórico-metodológica desenvolvida por Guillermo Orozco Gómez, enfoque integral da audiência, e na do uso social dos meios, concebida por Jesús Martin-Barbeiro. A nossa hipótese de trabalho é a de que mesmo procurando superar uma visão especular da comunicação e da cultura, o paradigma das mediações ainda preserva alguns de seus hábitos.
A estruturação dos gêneros musicais no Brasil e sua assunção como "música brasileira" são questões da ordem do dia na reflexão sobre a formação e o conteúdo de uma identidade nacional. O artigo recorda brevemente o drama do estabelecimento social do samba como música popular, inserindo-se na polêmica entre o que seria uma música sofisticada e bem elaborada - uma "boa música", enfim - e uma música vulgar e mal acabada, que perpassa toda a cena da crítica e da historiografia da nossa musicalidade. No centro do texto, a recente escalada do pagode, que vem revelar aspectos interessantes de nossa configuração social e que desafia nossa compreensão e representação do que seja "a música brasileira", problematizando inclusive o que seria o moderno e o tradicional no nosso universo civilizatório.
O texto faz uma reavaliação das mudanças introduzidas na regulamentação da indústria da TV no Brasil pela Constituição de 1988, após oito anos de sua vigência. Além de rever os dispositivos constitucionais referentes à televisão, o estudo analisa o processo constituinte e a regulamentação da TV nesse processo, e os principais atos regulatórios referentes ao tema, publicados após ser promulgada a Constituição.
Este texto explica a utilização de fotografias no estudo do Curso Complementar de formação de professores para a escola elementar que funcionou no Rio Grande do Sul de 1906 a 1946. Planejado para trabalhar com fontes documentais o estudo foi ampliado para a análise de fotografias. Inclui estratégia analítica adotada envolvendo: 1. confecção de ficha com categorias, 2., análise das fotos individualizadamente, 3., consideração das fotos entre si a partir de diferentes categorias adequadas ao material imagético disponível. A triangulação decorrente de fontes diversificadas (documentos escritos, fotográficos e entrevistas) parece constituir-se uma via de pesquisa produtiva para o estudo da Escola Complementar onde foram formados professores para o ensino elementar.
Tendo como motivação principal o inédito impacto do desenvolvimento das técnicas e da tecnologia na cultura no pós-guerra - impacto que reorganizou a vida coletiva e individual em bases totalmente diversas das sociedades do passado e que, por isso, nos obriga a rever conceitos, teorias, valores e práticas -, o presente ensaio é dedicado ao estudo dos fenômenos estético e comunicacional, que nas últimas décadas alcançaram um taxa de generalidade e m peso cultural, de um lado, e de sistema mediático, de outro, o estudo tenta apreender a condição presente de uma cultura tecnologicamente internacionalizada em que a estética se tornou um imperativo para todas as relações, ações e decisões, e a comunicação, o eixo de sedimentação e articulação estrutural de todas as áreas.
Entidades Ambientalistas e a Política do Espetáculo.
Gerhard de Haan, PhD, Universidade Livre de Berlim
A Escrita na Era Eletrônica e Digital.
Iasmine de Magalhães Dantas, graduanda FACOM/UFBA.