Controvérsias à parte, quase todo mundo concorda que sem Luiz Gonzaga, o forró não estaria hoje aí nos bailes de todo o Brasil como a última moda musical. O Velho Lua nasceu em Exu, sertão pernambucano, em dezembro de 1912. Filho do sanfoneiro Januário, que animava os bailes da cidade nos finais de semana, desde pequeno ele tomou familiaridade com o instrumento. E, em todos os lugares aonde ia, Gonzaga procurava experimentar o acordeon ou a zabumba e estava sempre junto aos músicos. Depois de uma briga com a mão, aos 18 anos, ele resolveu ganhar o mundo. Foi para o Ceará, onde entrou para o Exército e virou cabo corneteiro. Dali andou mais um pouco, chegou em São Paulo e, finalmente, fixou-se no Rio de Janeiro, disposto a tentar carreira de músico no rádio. Antes de se inscrever no programa de Ary Barroso, em 1941, com a canção Vira e Mexe, com a qual tiraria o primeiro prêmio e seria contratado pela Rádio Nacional, ele tocou em prostíbulos e bares de pouca categoria. A música nordestina de Luiz Gonzaga sofreu preconceito no início. O diretor artístico da rádio nacional não o deixava sequer usar o chapéu de couro e a roupa de cangaceiro que fariam parte de seu visual durante toda a carreira no futuro. Porém, mais ou menos como vem acontecendo hoje em São Paulo e em outros centros, o forró foi conquistando o grande público, deixando de ser só uma música para saudoso migrantes nordestinos ou pessoas de4 classe social inferior. E o modo poético como Gonzagão cantava sua vivência dura de sertanejo, as tristezas e por que não? as doçuras da vida nordestina tão esquecida pelo resto do Brasil, foi entrando devagarinho no coração de todo o país que, na época, encantava-se mais com os musicais vindos de Hollywood. Quase sessenta anos depois, com a nova onda do forró, nada mais justo que ver a música do Velho Lua, morto há nove anos, ser presença obrigatória nas casas noturnas de todo o país. E admirada por tantos adolescentes. |
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