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Então virá o Fim
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Faltam apenas alguns meses para alcançarmos o fim do segundo milênio. Aumenta sensivelmente o interesse que diz respeito à Segunda Vinda de nosso Senhor. Entende-se perfeitamente o fervilhar da expectativa em torno desse singular evento. Será o momento quando tudo mudará. A história humana, tal qual a conhecemos, chegará ao seu fim e Cristo inaugurará a nova realidade após a ressurreição. Alguns eventos recentes apontam para um desfecho mais próximo da história. A bendita esperança parece tornar-se perto de sua realização (Tito 2.14).
Eis alguns dos acontecimentos recentes no mundo que possivelmente apóiam esta opinião:
1) A volta dos judeus a governar um Estado israelita em Jerusalém, depois de mais de 1900 anos. Jesus disse que o povo judeu seria levado cativo para todas as nações, e "até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles" (Lucas2 1.24).
2) A proclamação do Evangelho a povos, raças, línguas, ainda não alcançadas avança rapidamente. Jesus disse claramente que o anúncio do Evangelho a todos os povos precederá o fim (Mateus 24.14; Marcos 13.10).
3) A proliferação de conceitos e práticas morais inconcebíveis apenas décadas atrás abre a porta para a aceitação mundial do "homem de iniqüidade" (2 Ts 2.3-10). A liberdade que o mundo secular sente em fazer o que quer sem qualquer restrição ou preocupação com a lei de Deus cria um clima favorável ao anticristo. A teoria da evolução consagrou a mentira generalizada sobre a responsabilidade do homem perante seu Criador: nada acima do homem existe, portanto tudo é possível. O temor de Deus desapareceu assustadoramente do coração do homem moderno.
Os discípulos perguntaram a Jesus acerca dos eventos que antecederão a sua vinda. Sua resposta é importante para nós hoje.
Em primeiro lugar, Jesus enfatizou o surgimento de falsos cristos e profetas. Guerras e rumores de conflitos armados se tornarão freqüentes. Nações se levantarão contra outras nações. Mas o fim ainda não estaria perto. Haverá terremotos e fome, tudo para apenas marcar o início das "dores de parto" (Mt 24.4-8). Mais especificamente, Jesus apontou para a intensificação da perseguição aos crentes, a proliferação de falsos profetas e mestres religiosos. O aumento da iniqüidade e do engano espiritual marcará o período antes do fim. O amor dos cristãos se esfriará (Mt 24.12). Estaria certo ver neste quadro pintado por Jesus um paralelo no ensino de Paulo. Ele avisa os tessalonicenses que o arrebatamento e parousia(vinda) de Cristo não acontecerão antes do grande abandono da fé (2 Ts 2.3).
Já vimos que Jesus predisse que o mundo deve ser evangelizado antes de sua vinda (Mt 24.14). É fundamental que o Evangelho seja pregado a todas as nações (etne, povos que têm língua e cultura próprias). Então virá o fim (Mc 13.10). O cântico novo dos anciãos em Apocalipse 5.9 confirma a esperança da divulgação generalizada do Evangelho: "Digno és... porque foste morto e com o teu sangue compraste os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação". Para que haja representantes de todas as nações celebrando a vitória mundial de Jesus Cristo, obviamente terá de haver um anúncio das boas novas a todos os grupos étnicos da humanidade.
Jesus mencionou um indivíduo intitulado "o abominável da desolação" (Mt 24.15), quer dizer, um homem que reivindica ser Deus encarnado. Satanás é um grande imitador, portanto não é de admirar que ele estabeleça o seu "messias" num trono mundial. Outros nomes para indicar o mesmo indivíduo são: "homem da iniqüidade", "homem sem lei", "o anticristo" (1 Jo2.18) e "a besta" (Ap 13.1-8).
O propósito do anticristo será destronizar Deus e receber culto dos homens. Ele tentará banir os fiéis servos do Senhor da terra (Ap 13.7). Seu objetivo é tomar o lugar de Jesus Cristo, exaltando-se a si mesmo, proibindo toda espécie de culto que não seja oferecido a ele (2 Ts 2.8).
A grande tribulação durará pouco tempo (três anos e meio é o tempo simbólico no Apocalipse). Será tempo de horrível perseguição. A intensidade do ódio e violência contra os justos não tem paralelo na história. Acabará com a vinda do Senhor. Ele destruirá o "iníquo" com o sopro de sua boca (2 Is 2.8). Os textos que falam de sua segunda vinda têm pelo menos duas ênfases principais. Uma delas é o encorajamento aos que sofrem. A bendita esperança deve ser anunciada a todos que se encontram mergulhados no vulcão de aflição provocado pelo diabo e seu "messias". A segunda ênfase surge em forma de advertência dirigida a todos os crentes que aguardam a vinda do Senhor. Jesus sabia muito bem como seus discípulos têm uma inclinação bem mais forte para dormir do que para vigiar. A grande necessidade de vigilância se compara a um pai de família que permite ao ladrão arrombar a sua casa (Mt 24.43), justamente porque não se importava em se prevenir diante da ameaça do criminoso que entra na casa sem tocar a campainha. "... A hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Mt 24.44).
No fim deste segundo milênio há detalhes do quadro que Jesus predisse, que precederão sua vinda. Tem surgido no passado, muitas vezes, intérpretes da Bíblia que acharam sinais do breve retorno de Jesus, mas parece que nunca houve indicadores tão propícios para o seu regresso como há hoje. À medida que o futuro toma-se mais claro, não devemos nos desanimar, mas alimentar a fé que nos deu a certeza da salvação. A fé no Senhor Jesus e o que ele fez por nós na encarnação, na cruz e no túmulo vazio devem projetar-se para o futuro. A esperança escatológica se transformará em plena realidade. Escutemos a palavra do Apóstolo: "E desejo isto a vós outros, que conheceis o tempo, já é hora de vos despertardes do sono porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13.11).
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