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É permitido divertir-se!

De que maneira os variados conceitos acerca do lazer interferem na sua forma de vivenciá-lo? Vamos avaliar e procurar responder a algumas questões: O lazer é imprescindível ao homem? O que há de errado no lazer? Qual a expressão saudável do lazer?

Muitos talvez tenham sido influenciados por alguns conceitos equivocados sobre este tema e ainda acreditem que: o lazer não é uma atividade espiritual; o lazer é uma ênfase mundana que tenta preencher o vazio da vida; o lazer é uma perda de tempo, afinal, existem coisas muito mais urgentes e importantes para fazer; o lazer conduz ao prazer e o cristianismo privilegia o sofrimento. Nossa tarefa agora é procurar apresentar um conceito mais claro de lazer, enxugando-o dos sentidos que não lhe são próprios.

Que diremos então de Jesus Cristo que inicia seu ministério com um milagre numa festa, as bodas de Caná (Jo 2.1-12)? Sem perder a visão da realidade, Jesus nunca privilegiou o sofrimento, nunca o colocou como virtude, mas como contingência da vida cristã no mundo (Jo 16.33).

Ainda hoje permeia entre os evangélicos uma noção, contaminada pelas concepções medievais que deturparam as concepções cristãs primitivas, de que existem dois mundos, duas vidas, duas atividades, dois comportamentos: um espiritual e outro carnal. Por exemplo: ir à igreja é espiritual, ir ao cinema é carnal; ler a Bíblia é espiritual, ler um livro secular é carnal. Ainda que de forma subliminar, o lazer, em suas várias facetas, é visto geralmente como atividade não espiritual. Ora, toda atividade do cristão é espiritual (1 Co 2.16b; Tt 1.15; 1 Co 2.15). A crítica que tem sido feita aos não-crentes, descrevendo o vazio da vida dos que não conhecem a Jesus e de como tentam preencher o espaço existencial nas atividades de lazer não pode desqualificar o sentido prazeroso e relaxante do lazer que tanto é um direito quanto uma necessidade de todos.

 O jovem cristão vive debaixo de um sistema bem elaborado de controle dos seus sentimentos, desejos, impulsos, pensamentos e atitudes. O lazer sugere um certo relaxamento destas tensões, e não são poucos que o percebem como perigo e uma "porta aberta para o pecado". Será o lazer uma ameaça a todo controle de desejos? Parece um exagero considerá-lo como um convite ao pecado. Ninguém discorda ser Jesus Cristo a fonte da felicidade. Ele estabelece a paz com Deus, acerta a nossa dívida com Deus. O objetivo do lazer é a busca do prazer, mas prazer não é outra forma de ser feliz, como se fosse um método que compete com o de Jesus e o Evangelho. Ao contrário, quem tem Jesus, pode usufruir a forma mais completa do prazer proporcionado pelo lazer. 

O compromisso do Evangelho é com a vida e com a liberdade. O lazer exige escolhas e preferências. Paulo afirma: "tudo me é lícito, mas nem tudo convém e edifica" (1 Co 10.23). Ditar o que é correto ou incorreto em alguns casos é subestimar a capacidade reflexiva de cada um. Cada um de nós tem condições de avaliar e decidir que forma de lazer estará trazendo benefício e prazer para nós e ao mesmo tempo glorificando a Deus. A conveniência e a edificação se constituem como exercícios de maturidade e crescimento e devem ser parâmetros na nossa decisão quanto a hábitos e costumes. Felizmente, muitos jovens têm sido maduros o suficiente para fazer as escolhas certas apesar de excessos e exageros existentes.Use seu bom senso e usufrua o lazer. Afinal, não há nada de errado em divertir-se.

 
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