HOME PAGE FAUNA GUIA

GEOLOGIA

foto.jpg (15450 bytes)

A superfície da parte interna da plataforma continental do Banco de Abrolhos é relativamente plana. As plataformas média e externa, ao contrário, são cortadas por canais estreitos e profundos; bancos rochosos e arenosos são comuns. Estas feições fisiográficas são resultado da ação erosiva que atuou durante a última regressão do Pleitoceno. Com a subida do mar, formou-se uma laguna na parte sul do Banco, onde forma depositados materiais terrígenos, substituídos, posteriormente, por sedimentos biogênicos de origem marinha.

          A área do arquipélago dos Abrolhos constitui-se de uma acreção vulcânica, a qual introduziu-se entre as camadas sedimentares da plataforma. Os depósitos constituídos de calcáreos, arenitos e folhelhos, segundo estudiosos, remetem ao período Cretáceo Superior. Esta idade foi confirmada pela Petrobrás e as rochas vulcânicas(basaltos, diabásios, tufos e brechas vulcânicas) forma denominadas como Membro Santa Bárbara.

OS RECIFES DE CORAIS

          A riqueza de sua vida marinha pode ser constatada, entre outros fatos, porque em Abrolhos são encontradas todas as espécies de corais recifais que ocorrem na costa brasileira.

          Comparados a recifes de outras regiões do mundo, Abrolhos possui um número de espécies registradas de corais(16) relativamente pequeno. Entretanto, muitas espécies presentes na área protegida são encontradas apenas no Brasil, algumas sendo exclusivas da região dos Abrolhos. Além disso, como estes recifes foram pouco estudados, pode haver ocorrência de diversas espécies ainda desconhecidas.

          A região de Abrolhos concentra a mais representativa formação coralínea do Brasil. Devido a particularidade de sua formação vertical, com a base mais estreita que o topo, esses recifes são conhecidos na região como chapeirões. Estas colunas recifais muitas vezes criam arcos, fendas e salões que favorecem a fixação e abrigo de uma grande variedade de algas, esponjas, corais, moluscos e condicionam o habitat mais meridional para peixes coralíneos do Oceano Atlântico.

          Os recifes coralinos podem formar um "recife de franja", estendendo-se até 400 m para fora da praia; um recife de barreira, separado por uma laguna de certa largura e profundidade, circundando uma laguna e não incluindo uma ilha.

          Há várias teorias na origem de recifes de corais. Darwin inferiu que o crescimento se dá em uma praia, que na medida que esta se afunda ou é erodida e torna-se um recife de barreira e posteriormente em atol quando totalmente submergida. Escavações profundas (1410 m) realizadas no Atol Eniewetok terminaram em rochas vulcânicas duras, confirmando, assim, a teoria de Darwin.

 

Aspectos Físicos

ASPECTOS FÍSICOS

 

Constituição

CONSTITUICÃO


Este site foi desenvolvido por Gina Vasquez e Julio Gomes

copyright©1999-COM024